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05 Junho de 2019 | 20h22 - Actualizado em 05 Junho de 2019 | 20h22

Sonangol e ENI criam sociedade de energias renováveis

Luanda - As petrolíferas Sonangol e ENI assinaram um acordo para a constituição de uma sociedade de produção de energias renováveis, cujo projecto de execução tem início no primeiro trimestre de 2020, anunciou hoje o director-geral adjunto da italiana ENI, João Silva.

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PCA da Sonangol, Sebastiã Pai Querido, no momento da assinatura de acordos com Guido Brusco, vice-presidente executivo da ENI

Foto: Rosário dos Santos

O projecto será implementado em duas fases, na região de Caraculo, província do Namibe, e vai beneficiar, também, a vizinha província da Huíla.

Justificou que se escolheu o sul (Namibe e Huíla) por ser a região de Angola com mais irradiação solar, por oferecer maior potencial e, também, por ter a particularidade do seu sistema de distribuição eléctrica não estar ligado ao Sistema Norte de Transporte de Electricidade do País.

A energia a ser produzida por fontes renováveis, segundo o director-geral adjunto da ENI, vai ser injectada na rede eléctrica da zona, que vai do município da Matala até ao Namibe.

À margem da Conferência “Angola Petróleo e Gás 2019”,  que decorre desde terça-feira, no Centro de Convenções Talatona (CCTA), João Silva disse que, embora o projecto não esteja ainda quantificado, vai produzir 25 megawatts em cada uma das fases.

Com relação à quantificação do projecto, explicou que neste momento estão a fazer a avaliação e, ainda, não têm uma estimativa.

“Em termos gerais, temos uma ideia, mas, em específico, depende do levantamento técnico para se determinar o custo final do projecto”, reforçou.

Um dos objectivos principais do projecto é a redução do consumo de diesel, pelas centrais térmicas, que se verifica no sul de Angola.

Em relação à constituição da sociedade, João Silva avançou que há, ainda, um processo a ser observado, como a obtenção da concessão e contratuais, mas a meta é implementar o investimento no primeiro trimestre do próximo ano.

A Sonangol e a ENI têm vários acordos, com destaque para o de construção da nova unidade de produção de gasolina para a Refinaria de Luanda, e o de formação de técnicos angolanos.

A conferência “Angola Petróleo e Gás” termina formalmente hoje, com um discurso do ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino de Azevedo, mas o fórum culminará efectivamente nesta quinta-feira com uma conferência de imprensa da organização.

Assuntos Energia   Petróleos  

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