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06 Junho de 2019 | 20h33 - Actualizado em 06 Junho de 2019 | 20h33

Sonangol deve transformar-se em verdadeira empresa de petróleo

Luanda - A Sonangol deve concentrar a sua actividade interna em toda cadeia de valor do sector a que pertence, declarou hoje (quinta-feira), o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo.

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Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo

Foto: Clemente dos santos

O ministro disse, à margem da Conferência “Angola Petróleo e Gás 2019”, que essa cadeia de valor vai desde a pesquisa, prospecção, exploração, desenvolvimento, produção, refinação, transporte, até a distribuição de petróleo.

Diamantino Azevedo, que visitava a feira de serviços e bens de conteúdo local do sector petrolífero, disse que a internacionalização da Sonangol é uma actividade secundária, pois a empresa tem muito trabalho por realizar dentro do país, a nível do “downstream” (transporte e distribuição).

Em relação à actividade de exploração e desenvolvimento, o ministro disse que foram cedidos à Sonangol alguns blocos petrolíferos para trabalhar, no âmbito da negociação directa, prevista na lei de contratação para cessão de blocos.

No âmbito da refinação, disse, a Sonangol tem a responsabilidade de velar pela parte técnica desta estratégia do sector e, associada a esta tarefa, uma missão fundamental da petroquímica entregue à petrolífera angolana.

Outra tarefa que a Sonangol tem, segundo o titular da pasta do Mirempet, é relativa ao processo de liberalização do segmento do downstream, que obriga a empresa a deixar o monopólio deste segmento da actividade produtiva. Assim sendo, a Sonangol vai ter que se preparar para ter uma presença concorrencial neste mercado.

A petrolífera angolana, que perdeu o papel de concessionária em 2019, para a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, terá que se livrar também de quase todos seus activos não nucleares (fora do objecto social) e aumentar a sua capacidade de stockagem de produtos derivados do petróleo no país.

Diante dessa realidade, o ministro sublinhou que a prioridade é a transformação da companhia numa verdadeira empresa de petróleo, que se prepara para ser competitiva neste mercado mais liberalizado e que contribua para alavancar a economia de Angola.

Para que a Sonangol se converta numa verdadeira empresa operadora ao longo de toda cadeia de valor do sector de petróleo, o ministro destacou a necessidade de mudança de mentalidade de todos os funcionários da empresa.

Estratégia de internacionalização

A empresa, na óptica do ministro, não deve descurar esta parte, mas deve partir para a internacionalização de forma sustentável e “isso passa primeiro por se organizar muito bem e por explorar o máximo o que tem que fazer no país.

O domínio internacionalização para a Sonangol, conforme afirmou, deve ser atacado quando for efectivamente rentável para a firma e contribua para a estratégia da sua rentabilização.

“A minha posição primária é que a Sonangol deve se concentrar mais na actividade interna. Nós temos muito que fazer no nosso país. É por isso que nós estabelecemos um novo modelo de governança do sector dos petróleos e traçamos um novo perfil e funções para a Sonangol”, reforçou Diamantino Azevedo.

Conteúdo local

O Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos (Mirempet) lançou, por um lado, uma iniciativa de melhoria da legislação, sobre o conteúdo local, e está a trabalhar com os interessados neste sentido.

Por outro lado, disse, continua a fortalecer as empresas angolanas que efectivamente prestam um serviço importante para o sector.

Sobre esta questão, o ministro disse que a pretensão é, acima de tudo, ter empresas de conteúdo local competitivas, eficientes e que consigam inserir-se neste mercado, ganhar espaço e, também, internacionalizar-se.

Referiu que o sector tem empresas de conteúdo local a fazerem um bom trabalho e esta é a sustentação para se continuar a abordar esta questão.

Realçou também que a indústria do petróleo é globalizada e internacional e não se deve ver apenas o conteúdo local numa perspectiva isolada de outras contribuições de fora.

“Nós encaramos a questão do conteúdo local de forma holística, não queremos segmentar os aspectos do conteúdo local”, disse o ministro, salientando que pretende-se partir de empresas locais que já fornecem serviços ao sector e que já existem em termos de capital humano.

O governante disse ser necessário melhorar a qualidade da participação do conteúdo local no processo produtivo do sector de petróleo ao longo de toda cadeia de valor. Para tal, disse, tem que se melhorar ainda mais a qualidade dos técnicos angolanos e também a competitividade das empresas do conteúdo local.

O fim último desses objectivos todos é obter-se melhores resultados e também que o aproveitamento desta “commodity (petróleo) traga mais benefício para o povo angolano.

Estabilidade do preço do petróleo

Quanto à questão da estabilidade do preço do petróleo no mercado, o ministro disse ser um assunto que lhe preocupa, mas que não tem uma influência fundamental a sua subida ou baixa.

“ A volatilidade do preço do petróleo não é apenas uma variável técnica, mas também geopolítica e temos que nos preparar para conviver com ela. Não temos outra solução”, explicou.

Diamantino Azevedo considerou positiva a realização da Conferência Angolana de Petróleo e Gás”.

Assuntos Petróleos  

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