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17 Junho de 2019 | 20h18 - Actualizado em 17 Junho de 2019 | 20h49

Angola na rota da indústria 4.0

Luanda - Já quase se torna inquestionável, até para os cidadãos mais cépticos, que o Estado angolano tem feito avultados investimentos em infra-estruturas de telecomunicações e tecnologias de informação, tendo em vista os desafios da quarta revolução industrial.

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Governo investe o aumento das infra-estruturas de telecomunicações

Foto: Pedro Parente

(Por Leopoldino Pertence)
 

Nos últimos 10 anos, o país procura alargar e modernizar a rede de telecomunicações e assegurar serviços eficientes, que correspondam às exigências das novas tecnologias.
 
À semelhança do que vem ocorrendo em outras partes do Mundo, Angola não quer ficar de fora deste inevitável "boom" tecnológico e vai investindo em infra-estruturas tecnológicas de telecomunicações de ponta, com particular destaque para o Angosat1.
 
Trata-se de uma das mais importantes apostas do Governo angolano, que fez um investimento global de 360 milhões de dólares para a construção desse seu primeiro satélite, formação de técnicos e construção de dois centros de controlo, sendo um em Angola e outro na Rússia.
 
Parte deste montante (120 milhões de dólares) foi para o seguro do Angosat1, que deu lugar à construção do Angosat2, por motivos de problemas técnicos no sonhado primeiro projecto.
 
Apesar do contratempo, neste momento o país já beneficia de um terço da compensação deste seguro, desde Abril deste ano, com o sinal de dois satélites, sendo o AM7 para a banda C, com 216 megahertz, e o E3B para a banda KU, com também 216 megahertz.
 
Nesta corrida pela afirmação regional, continental e mundial na conhecida revolução 4.0, Angola marca passos e já está ligada por terra, com aproximadamente 22 mil quilómetros de fibra óptica, e por cabo submarino (existem o Monet, o WACS e o SACS).
 
Este último é o primeiro do Sul do Atlântico entre Luanda (Angola) e Fortaleza (Brasil), que já funciona com 40 terabytes por segundos.
 
O SACS vai diminuir a latência entre África e a América do Sul, de 350 para 63 milésimo de segundo.

Com este cabo, a capital do país, Luanda, também conecta-se a Londres (Reino Unido) e Miami (EUA), com aproximadamente 128 milésimos de segundos de latência.
 
Dada a conexão já existente com os sistemas Monet e o Submarino da Costa Ocidental Africana (WACS), o SACS oferece latência reduzida entre Miami e a Cidade do Cabo (África do Sul), de 338 para 163 milésimo de segundos.
 
Nesta senda, e se tudo correr como preveêm as autoridades nacionais, o país deve ter, até 2022, 80 porcento da população com acesso aos serviços de banda larga, tendo em conta os objectivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas e da agenda 2030 da União Africana, da SADC 2025, bem como no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018 – 2022.
 
Neste âmbito, a SADC estipula que 50 porcento dos lares em cada Estado-membro deve estar conectado à internet e ter serviços básicos de banda larga, devendo tornar-se essa tecnologia acessíveis na região em pelo menos dois porcento do PIB mensal per capita.
 
Angola tem procurado cumprir com essa exigência, embora sejam ainda notórias as debilidades do sistema tecnológico, mormente no domínio da telefonia móvel.
 
Entretanto, o país busca materializar projectos sustentados que lhe garantam acompanhar as mudanças do Mundo tecnológico, investindo na fibra óptica e nos satélites.
 
Porém, tem pesados desafios pela frente que passam por reforçar o investimento nas infra-estruturas tecnológicas e de telecomunicações, para que, a médio ou longo prazos, possa transformar-se num país exportador de produtos semi-acabados ou acabados, invés de mero fornecedor de matérias-primas.  
 
Por se tratar de áreas consideradas como profissões do futuro, Angola está atenta à questão formativa, sendo que já tem um laboratório de nanotecnologia, erguido no Centro Tecnológico Nacional.
 
Conquanto, várias perguntas se abrem nesse exigente Mundo tecnológico para Angola e para aqueles que, apesar do momento económico menos bom, acreditam em dias melhores.
 
Afinal, será que a indústria, os outros sectores e a sociedade estão preparados para acompanhar a nova era das nanotecnologias, neurotecnologias, biotecnologias, inteligência artificial, sistemas de armazenamento de energia, drones e robótica?

 

Assuntos Tecnologias  

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