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20 Junho de 2019 | 00h05 - Actualizado em 20 Junho de 2019 | 00h05

Moçambique: Insuficiência de informação inibe entrada no mercado americano

Maputo (Dos enviados especiais) - A Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA) ainda está a ser pouco explorada pelos empresários africanos, incluindo, angolanos, por insuficiência de informações e falta de pacientes no período da tramitação dos processos.

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Participantes à cimeira África-EUA

Foto: Carlos Matias

Aprovada pelo Congresso  dos EUA,  em Maio de 2000, a legislação  tem por objectivo  ajudar as economias da África Subsariana e melhorar as relações  económicas.

No  caso  de Angola, apenas  dois produtos (café) são  exportados  aos EUA, por via do AGOA.

Um  dos produtos é o  café  de  marca Cazengo  (produzido na província do Cuanza Norte numa área de 680 hectares), que actualmente exporta  através da empresa  Triases. Já  arrecadou 80 mil dólares  com as vendas para os EUA, no período 2016/2017, com a comercialização  de 16 toneladas  do produto empacotado e da  fazenda  Makuka.

A Câmara do Comércio EUA-Angola (USACC) diz  que  tem estado a ajudar  algumas  empresas a entrarem no AGOA, como é um  caso de  um investidor que quer  exportar  bebida alcoólica  produzida com malte.

A represente  da USACC, Maria da Cruz,  referiu que o processo está em curso,  dentro de alguns  dias poderá ser  anunciada a entrada no  mercado americano.

 Falando à  Angop, à margem da 12ª Cimeira  Empresarial  EUA-África, que decorre até  sexta-feira,  sem avançar nomes referiu que outra  empresa, também  com processos em curso,  quer exportar   farinha de mandioca vulgo bombó.

 Segundo disse, um  dos problemas neste processo reside  no facto que, quando  o mercado  americano abre  as portas para determinado produto,  no princípio as empresas  cumprem  com os volumes de produtos acordados para a exportação, mas no  segundo  carregamento o investidor  já  não consegue satisfazer  a demanda, o que  não é bom.  

 A insuficiência de informação, paciência na  tramitação  dos processos e custo de produção  são factores  que ainda inibem a adesão à legislação americana, além da falta  de habilidades para a elaboração de um plano de negócios  devidamente  estruturado.

Desta  feita, a USACC tem apresentado  parceiros com experiência  para ajudar no Know  how e melhorar  a qualidade do produto para o mercado americano de modo a aumentar  o volume de negócios, financiamentos, contactos com compradores, garantindo assim o mercado  apetecível  para o produtos.

“ Estamos disponíveis  para ajudar também  as empresas que  têm dificuldades financeiras  para a exportação”,  garantiu Maria Cruz, apontado o banco de crédito para importação e  exportações  dos EUA,  Exxinbank.

A título  de exemplo  apontou uma empresa  nacional que importava produtos americanos com capitais próprios, mas  com a intervenção da USACC conseguiram crédito do referido bano, apesar  das regras impostas  desta instituição bancária, como contas auditadas.

“É difícil encontrar empresas angolanas que tenham  três anos com balance ou contas  auditadas, por instituições  conhecidas”, apontou.

   

A AGOA é um mecanismo de extensão do Sistema Generalizado de Preferência (GSP) da iniciativa unilateral do Governo norte-americano, que permite o acesso de aproximadamente sete mil (7.000) posições pautais de produtos diversos, originários de países da África Subsahariana ao mercado norte-americano.

Da lista constam  produtos como  vestuário, calçado, produtos agrícolas, produtos pesqueiros, produtos químicos e equipamento de transporte.

 Facilitar o acesso ao mercado americano de produtos originários dos países beneficiários por via da remoção de quotas e tarifas aduaneiras, reforço e expansão do sector privado, em particular os negócios da mulher, encorajamento para o aumento do comércio e de investimentos entre os EUA e África; são entre outros objectivos do AGOA.

Foram elegíveis ao AGOA, Angola, Benim, Botswana, Burkina Faso, Burundi, Camarões, Cabo verde, Tchad, Comores, Congo, Djibuti, Etiópia, Gabão, Gana, Guiné Conacri, Guiné Bissau, Cote d’Ivoire, Quénia, Lesoto, Libéria, Madagáscar, Malawi, Mali, Mauritânia, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Ruanda, São Tomé, Senegal, Seychelles, Serra Leoa, Tanzânia, Togo, Uganda e Zâmbia.

Assuntos Comércio  

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