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12 Julho de 2019 | 17h57 - Actualizado em 12 Julho de 2019 | 20h25

BDA subsidia taxas de juros para facilitar empréstimos

Luanda - O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) deverá subsidiar as elevadas taxas de juros dos bancos comerciais seleccionados para disponibilizar empréstimos aos empresários nacionais, no âmbito do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), anunciou o ministro de Estado da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior.

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Ministro de Estado da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior

Foto: Pedro Parente

Até finais do ano em curso, os oitos bancos comerciais, que assinaram o acordo com o Governo e o BDA, vão disponibilizar um total de 141 mil milhões de kwanzas, para apoiar projectos que visam a produção de 54 bens seleccionados pelo Executivo, a fim de reduzir a dependência do exterior.

Num artigo de opinião publicado hoje (sexta-feira) no Jornal de Angola, o ministro sublinha a necessidade do BDA subsidiar as elevadas taxas praticadas pelos bancos comerciais, de modo a torná-las mais suaves para os empresários nacionais, que vão abraçar o desafio de produzir esses bens, com vista a tornar o mercado auto-suficiente e satisfazer as necessidades internas.

Manuel Nunes Júnior refere que o desafio do país, para fazer crescer a economia, é a diversificação, pois Angola não deve, depois da crise económica despoletada em 2014 resultante da queda do preço do barril do crude, continuar dependente de um único produto de exportação (Petróleo), cujo preço é volátil e depende de factores externos.

Considera que a economia real, também, se ressentiu muito da crise iniciada em meados de 2014. “Nos últimos três anos, Angola tem evidenciado taxas de crescimento negativas (menos 2,6% em 2016, menos 0,15% em 2017 e menos 1,7% em 2018)”.

Lembrou que, no último trimestre de 2018, o país registou, pela primeira vez em três anos, uma taxa de crescimento positiva de 2,2%, prevendo-se que, este ano, mantenha a tendência de crescimento da economia, embora com cifras modestas, ao redor dos 0,3%, fruto das medidas de estabilização macroeconómica e da estratégia de relançamento da produção nacional.

Recorda que foi aprovado um plano de acção para aumentar a competitividade da produção nacional, sobretudo, para os 54 produtos seleccionados, no quadro do Programa de Apoio à Produção Nacional, de Substituição de Importações e Promoção das Exportações (PRODESI).

Para melhorar a competitividade, o ambiente de negócio e atrair investimento estrangeiro, defende, agora é mais fácil obter vistos de entrada em Angola, com a criação, recente, da modalidade do visto do investidor, que permite múltiplas entradas e permanência no país até dois anos prorrogáveis por igual período de tempo.

“Mais importante, o portador do visto do investidor com três anos de permanência ininterrupta em Angola pode, inclusive, obter autorização de residência temporária no país”, realçou.

Afirmou, entretanto, que o Executivo aprovou, recentemente, a lista de empresas e activos do Estado a serem privatizados, com destaque para “empresas de grande valor”, sendo muitas delas de referência nacional.

Segundo o governante, o objectivo da privatização é elevar a eficiência da economia nacional e aumentar os níveis de emprego, assim como os rendimentos nacionais.

A concluir sublinhou que o Executivo tem plena consciência de que o aumento da produção nacional e do emprego constituem o garante do aumento dos rendimentos e a elevação do bem-estar social do cidadão.

O PAC é um programa do Executivo aprovado este ano e que visa facilitar o acesso dos empresários nacionais ao crédito, com o propósito de fomentar a produção nacional, reduzir a importação de bens e fomentar as exportações.

Assuntos Banco  

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