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12 Julho de 2019 | 05h18 - Actualizado em 12 Julho de 2019 | 00h51

Prodesi depende do sucesso dos investimentos

Luanda - A preparação dos empresários, criação de mecanismos de acompanhamento, literacia dos projectos de investimentos, financiamento, entre outras acções, vão permitir que o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) tenha sucesso, considerou nessa quinta-feira o administrador do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), Manuel Passos.

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Administrador do Fundo de Garantia de Crédito, Manuel Passos

Foto: Nelson Malamba

"Estas e outras acções, que o Ministério da Economia e Planeamento está a realizar, vão permitir que os investimentos, enquadrados no Programa de Apoio ao Crédito (PAC), tenham sucesso e contribuam para a diversificação da economia nacional", concluiu o gestor.

 Em declarações à Angop, no final de uma conferência sobre “Procedimentos de Financiamentos no âmbito do PAC”, uma actividade  realizada no terceiro dia da 35ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA/2019), Manuel Passos disse aos investidores que a qualidade dos projectos passa pela boa gestão dos recursos disponíveis.

Por sua vez, o administrador do banco BNI, Júlio Lopes, que não precisou os números, afirmou apenas que estão a receber propostas de projectos para a concessão de crédito, no âmbito do PAC e que a sua aprovação passa fundamentalmente pela sua rentabilidade e estruturação.

Os investidores presentes no evento apontaram a falta de informação sobre o PAC, quando se dirigem aos balcões dos bancos e de garantias do programa, como principais barreiras do processo.

Aprovada pelo Decreto Presidencial 23/19 de 17 de Maio deste ano, a taxa juro prevista para o PAC não deverá exceder os 7,5 por cento, cujo reembolso de mais da metade deste valor será regularizado pelo empresário depois da maturação do projecto.

O Programa de Apoio ao Crédito (PAC), que se insere no Prodesi,  é um instrumento que facilita o acesso ao crédito para os produtores  que queiram se dedicar à produção de bens da lista dos 54 produtos, com destaque para os da cesta básica  e outros, considerados essenciais.

Fazem parte dos 54 produtos embalagens de vidro, farinha de trigo, abacaxi, açúcar, água de mesa, feijão, ovos, óleo, cebola, sal, cimento, detergentes, fraldas descartáveis, milho, fuba de milho e de bombó, guardanapos, papel higiénico, rolos de papel para cozinha, leite, lixívia, mandioca, manga, massa alimentar, mel, entre tantos outros.

Esse projecto surge para materializar o Programa de Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Exportações (Prodesi), criado pelo Executivo em 2018.

O PAC, que não estabelece limite de financiamento para cada projecto, estando dependente da especificidade de cada investimento, o empresário deverá suportar com 25 do valor a ser investido.

Os oitos bancos que aderiram ao projecto vão disponibilizar até ao final deste ano 141 mil milhões de kwanzas. 

Com base no memorando assinado com o Ministério da Economia e Planeamento, os bancos BAI, BFA e BIC prevêem conceder 30 mil milhões de kwanzas (AKz) cada, enquanto o Standard Bank compromete-se em disponibilizar AKz 20 mil milhões , o Millenium Atlântico - Akz 15 mil milhões, o Banco de Negócios Internacional  AKz seis mil milhões, o Banco Comercial do Huambo  seis mil milhões de kwanzas e o BCI quatro mil milhões de kwanzas.

A 35ª edição da FILDA, que decorre de 9 a 13 de Julho na Zona Económica Luanda/Bengo, conta com a participação de 21 países: Portugal, Alemanha, Indonésia, Turquia, França, Índia, China, Reino Unido, Noruega, Suécia, Suíça, Israel, Brasil, Japão, Bielorrússia, Uruguai, Macau (Região administrativa Especial da China), Itália, África do Sul, Holanda e Estados Unidos da América.

 Produtos e serviços ligados à banca, telecomunicações e tecnologias de informação, petróleos, transportes e logística, indústria e turismo, construção civil, intermediação imobiliária, agricultura, entre outros, estão patentes nestes cinco dias de exposição.

Assuntos Economia  

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