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19 Julho de 2019 | 18h31 - Actualizado em 19 Julho de 2019 | 18h30

Pequenos comerciantes apostam na venda de café

Luanda - A comercialização de café instantâneo, nos diversos municípios de Luanda, cresceu nesta época de cacimbo, tornando-se num negócio sustentado por centenas de jovens e fomentado por cidadãos empreendedores.

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Vendedora de café

Foto: Bráulio Pedro

Vendedoras de Café na via pública

Foto: Bráulio Pedro

Jovens de várias faixas etárias, trajados de camisolas ou aventais vermelhos, percorrem por quilómetros das 5 às 11 horas da manhã, para comercializar café instantâneo e chá em locais de grande concentração populacional.

São facilmente identificados pelos trajes e por transportarem caixas de café instantâneo, pacotes de chá, copos descartáveis, açúcar e uma garrafa térmica com água quente.

A venda ambulante de café é feita, principalmente, em paragens de autocarro, táxis, ruas muito movimentadas, arredores de igrejas e estabelecimentos de ensino.

Os empreendedores afirmam que a  contratação de jovens justifica-se pela escassez de empregos e por ser um negócio rentável, principalmente nesta época do ano.

A empreendedora Fernanda da Conceição, da Ilha do Cabo, Ingombota, com mais de dois anos de experiência no negócio, contratou cinco jovens, e cada um vende duas caixas de café, no período das 5 às 11 horas da manhã, sendo mais de 40 pacotes de café solúvel, arrecadando acima dos 10 mil kwanzas/cada. 

Lurdes Machado, igualmente empreendedora, do município de Belas, contratou oito jovens que vendem entre 10 e 12 caixas de café, equivalentes a 200 ou 240 copos deste líquido por semana.

Mário Guerra, empreendedor do município de Talatona, adianta que cinco jovens sob sua responsabilidade chegam a vender por dia 30 a 40 pacotes, equivalentes a 40 copos, no valor de 100 kwanzas cada.

A venda de café, às primeiras horas do dia, tornou-se numa forma de vida para muitos jovens, que levam algum dinheiro para casa. “Os rapazes contratados recebem 10 por cento das vendas”, refere Mário.

Maria Helena, vendedora na zona do Golfe-2, no Kilamba Kiaxi, revela que recebe por semana 9.000 kwanzas. “Temos um chefe que nos contratou  e, com esse bocadinho, conseguimos fazer alguma coisa em casa".

Catarina Luís, outra vendedora, de 23 anos, assume ter muitos clientes e os mais exigentes preferirem café com leite, pagando pelo serviço 200 kwanzas por copo.

"Este negócio está a ajudar muitas pessoas, uma vez que o emprego está difícil",  realça Matias Adriano, que circula em vários pontos do mercado dos Congolenses, no Rangel, de segunda a sexta-feira.

Na paragem da Laranginha, uma das maiores do município de Belas, destinada aos autocarros e táxis, o jovem Gilberto Mendes  vende mais de 40 cafés contra os 20 que comercializava no tempo de calor.

“O período entre as 5 e 11 horas é o mais favorável para a venda ambulante de café quente”, diz a vendedora Fernanda Nascimento.

Alguns dos jovens criaram o seu próprio negócio, enquanto outros, por dificuldades financeiras, preferem trabalhar para alguém e ganhar os 10 por cento das vendas.

A economista Sandra Macedo refere que o fomento do auto-emprego e empreendedorismo é uma iniciativa que deve ser  transmitida aos jovens, sempre acompanhada com dicas sobre  gestão, finanças e contabilidade.

Segundo a economista, estes jovens têm de ser apoiados com políticas público-privadas, apresentando as suas preocupações aos parceiros, sejam bancos comerciais, governos províncias ou administrações municipais.

Na opinião de Abel Chico, sociólogo, é necessário que o Estado trace políticas de financiamento para os jovens, de modo a criar ideias inovadoras, viradas para o auto-emprego e para o empreendedorismo.

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