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22 Julho de 2019 | 12h30 - Actualizado em 22 Julho de 2019 | 16h33

Centro investe USD 200 mil para transformação de produtos agrícolas

Huambo - Duzentos mil dólares norte-americanos (USD) estão a ser investidos, faseadamente, pelo Centro de Tecnologia Alimentar da comuna da Calenga (Caála), 33 quilómetros da cidade do Huambo, para a aquisição de novos equipamentos, de modo a torná-lo numa referência nacional no processo de transformação de frutas e legumes em produtos acabados.

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O facto foi dado a conhecer hoje, segunda-feira, à ANGOP, pelo responsável da instituição, Hilário Salupula, salientando que o material tecnológico necessário para o aumento da capacidade de produção de derivados agrícolas foi identificado na África Sul e poderá entrar em funcionamento no final deste ano.

Referiu que o valor em causa se destina ainda ao apetrechamento dos laboratórios, formação profissional e pesquisa, sendo que o actual investimento de 10 milhões de kwanzas é insuficiente para dar cobro aos desafios da instituição, que pretende tornar-se, a médio-prazo, numa referência nacional.

Informou que o centro, em funcionamento numa área de dois hectares, conta, nesta momento, com vários equipamentos, incluindo um destilador, utilizados para a produção de álcool e aguardente, extraídos de frutas e legumes, assim como licores e doces para a merenda escolar.

Hilário Salupula referiu que estes produtos, com uma média diária de 50 litros de derivados diversos, têm como destino as províncias de Benguela, Cuando Cubango, Huambo, Huíla e Luanda, mas que o principal objectivo, com este investimento, é a comercialização destes produtos em todo o país, a fim de contribuir para as medidas de redução das importações.

Explicou que a actual capacidade do centro está aquém de atender à demanda, pois, neste momento, existem 10 instituições interessadas em celebrar contratos para a aquisição dos produtos agrícolas transformados no centro, incluindo a empresa angolana de produção e distribuição de bebidas (Refriango).

Todavia, o responsável informou que uma das principais dificuldades do projecto de tecnologia alimentar consiste na aquisição de embalagens para a conservação dos produtos, aliada à escassez de matéria-prima por parte dos produtores.

Acrescentou que o centro conta apenas com um único fornecedor (empresa Nutri-Campos – Pesquisa e Inovação) de frutas como maracujá, laranja, luengo, ananás, goiaba, mamão e manga, bem como de legumes e hortícolas, uma situação que tem inviabilizado o objecto social da instituição.

Hilário Salupula disse que a transformação de frutas, legumes e hortícolas se constitui, por si só, num importante espaço de negócio, pois o centro pretende melhorar as sementes dos camponeses que se predisporem a fornecer matéria-prima na instituição, através de acordos pré-estabelecidos de fomento ao agro-négocio.

“O maior objectivo do centro passa também pelo reforço da formação de técnicos básicos para o fomento da indústria rural, incentivo à pesquisa tecnológica de transformação e conservação de produtos agrícolas, produção de fichas técnicas de orientação sobre fabricação de alimentos, visando o aumento da renda familiar e o combate ao desemprego”, enfatizou. 

Por este facto, Hilário Salupula considerou que o objecto social do Centro de Tecnologia Alimentar, assegurado por cinco técnicos nacionais, está alinhado com a estratégia do Governo de diversificar a economia e reduzir as importações, através do aumento da produção interna.

Criado em 2002 no complexo da Chianga, 12 quilómetros da cidade do Huambo, onde funciona a Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos, o centro foi transferido, em Julho de 2017, para a comuna da Calenga, município da Caála, por ser uma das localidades com maior produção agrícola e frutífera, matérias-primas necessárias para o seu funcionamento.  

Assuntos Província » Huambo  

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