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23 Julho de 2019 | 18h48 - Actualizado em 23 Julho de 2019 | 18h48

Moageiras satisfazem 50 por cento das necessidades internas

Luanda - Angola necessita de 60 mil toneladas de farinha de trigo para as necessidades internas, mas a indústria moageira nacional produz apenas 50 por cento desta quantidade, daí o persistente recurso à importação para cobrir a diferença.

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País ainda importa 30 mil toneladas de trigo para satisfazer as necessidades

Foto: Gaspar dos Santos

Segundo o ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, que falava segunda-feira num encontro conjunto com o Ministério da Indústria de auscultação aos produtores industriais de panificação e pastelarias de Angola, com o objectivo de traçar novas políticas, implementá-las e melhorar a qualidade alimentar do cidadão, as poucas moageiras disponíveis no país ainda importam o grão, o que encarece o produto.

No encontro, o secretário de Estado da Indústria, Ivan do Prado, afirmou que a discussão e análise sobre o preço da farinha de trigo é o primeiro passo para que se resolvam os problemas da classe, de modo a não prejudicar o cidadão que é o consumidor final.

Por um lado, os produtores e industriais de farinha de trigo presentes no local, nomeadamente a Kikolo - Sociedade Industrial de Moagem e a GMA-Grandes Moagens de Angola, apresentaram as mesmas inquietações que estão ligadas à dificuldade na aquisição de divisas e o preço do grão importado.

Por outro lado, os panificadores e membros da Associação das Indústrias de Panificação e Pastelarias de Angola (AIPPA) apelaram a redução do preço do saco de farinha de trigo a oito mil kwanzas e mais apoio aos empresários nacionais, pois são as pequenas e médias empresas que geram mais postos de trabalho.

Quanto às questões acima referidas, o Ministro do Comércio fez saber que para o panificador, o preço do pão é fixado e vigiado com base no Decreto Executivo n.º 62/16 e não muda quando o empresário quer, diferente do produtor de trigo que o preço do seu produto é liberal, mas que levará a questão às instâncias superiores para as devidas soluções.

Porém, o ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, manteve nesta terça-feira, 23, outro encontro de auscultação aos produtores nacionais, membros da Direcção da Associação Agro-pecuária de Angola (AAPA) e de 20 representantes de grandes superfícies comerciais.

 O objectivo principal do encontro foi de apelar aos agro-pecuários e representantes das grandes superfícies comerciais a pagarem com celeridade as dívidas que possuem com os seus fornecedores.

 Concomitantemente, os produtores nacionais presentes no encontro afirmaram que os responsáveis das grandes superfícies comerciais atrasam no pagamento dos produtos por eles fornecidos, isso desencoraja alguns produtores, o que leva a consequente escassez de produtos em várias lojas e a fraca produção nacional.

Por sua vez, os representantes das grandes superfícies defenderam que pela especificidade do negócio, a estratégia é “vender à vista mas pagar à prazo” e isso não excede os três meses.

Joffre Van-Dúnem Júnior considerou o prazo de 30 dias como razoável e orientou os responsáveis de grandes superfícies comerciais a liquidarem as suas dívidas com os produtores nacionais no prazo acima referido.

Assuntos Agro-industria  

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