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30 Julho de 2019 | 15h38 - Actualizado em 30 Julho de 2019 | 16h58

Técnicos angolanos estagiam na Airbus

Luanda - Um grupo de seis técnicos afectos ao Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) segue quarta-feira à cidade de Paris, França, para participar de um mestrado em gestão e engenharia de projectos aeroespaciais.

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Os técnicos, com idades compreendidas entre os 26 a 27 anos, durante 14 meses de formação, vão estagiar na Airbus, no quadro do projecto Angosat do Estado angolano.

Apresentados esta quarta-feira, em conferência de imprensa, em Luanda, os técnicos farão o mestrado em aplicação espacial, uma área em que até agora Angola não dispõem de quadros  especializados.

Há quatro anos no GGPEN, os técnicos foram submetidos a mais de três mil horas de formação e certificados pela Agência Espacial Russa, como aptos para operar satélites.

Com a formação, os técnicos passam a ter maior foco nos resultados dos serviços que estão a ser fornecidos pelos satélites, para beneficio da população e a sociedade  no geral.

Além de aprimorarem conhecimentos em satélites de observação, os quadros angolanos vão também poder ser formados em satélites de navegação e meteorologia, mas sempre na  vertente de serviços (satélites).

Estes estão inseridos no projecto de formação que vai permitir o desenvolvimento das aplicações dos diferentes tipos de satélites que hão-de ser lançados em orbita entre 2020/2021, como  o Angosat 2 e posteriormente, o Angosat 3, todos em  construção na  Rússia.

Os técnicos vão estudar no Instituto Superior de Aeronáutica do Espaço (ISAE-SUPAERO), líder mundial do ensino superior do sector da engenharia espacial baseado na cidade de  Toulouse, França.

Durante os últimos cinco anos, o GGPEN adstrito ao Ministério das Telecomunicações e Tecnologias  de Informação (MTTI)   já formou  60 especialistas,  entre  doutores, mestres  e licenciados  em  vários  países com destaque para  Japão, França,  Rússia, Emirados  Árabes  Unidos, Reino Unido e  Índia.

Capacitar cada vez melhor os especialistas angolanos, para que possam utilizar de forma eficaz todo o investimento que tem estado a ser feito a nível da área espacial em soluções que  resolvam  os problemas sociais e da população, é o principal  foco do Executivo.

O  director-geral do Gabinete  de Gestão  do Programa  Espacial  Nacional (GGPEN),  Zolana  João,  disse  na  ocasião  esclareceu  que, no âmbito da construção do Angosat ,  a França  esteve  sempre  envolvida  neste processo,  por  via  da  Airbus, uma das maiores  empresas aeroespaciais  do  mundo.

Representantes da embaixada  da  França  estiveram  presentes   neste  evento, augurando  sucessos para os  jovens  técnicos  espaciais.

Bevania  Martins, a  única  mulher  do  grupo,  é  especialista  sénior para  área de  serviços  de  satélites e considera a missão “França”,  um grande  desafio tendo em conta  os objectivos  traçados pelo  governo  angolano com o lançamento  dos  dois satélites previstos.

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