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14 Agosto de 2019 | 15h58 - Actualizado em 14 Agosto de 2019 | 16h34

BNA pede profissionalismo para consolidar sistema bancário

Luanda - O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, defendeu nesta quarta-feira, em Luanda, a necessidade dos trabalhadores bancários continuarem a trabalhar com honestidade, profissionalismo para que o país tenha um sistema financeiro sólido e robusto.

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Governador do BNA, José Massano, fala durante abertura da palestra denominada "Memórias da Banca"

Foto: Rosário dos Santos

Ao falar na palestra sobre “Memórias da banca”, promovido pelo BNA para celebrar os 44 anos da actividade bancária no país, sublinhou a necessidade dos quadros do sector continuarem a trabalhar com rigor, honestidade e profissionalismo, para que a banca continue a ser uma referência na sociedade.

Por seu turno, o ex-governador do BNA, António Inácio, propõe a institucionalização do 14 de Agosto, como dia do trabalhador bancário, pelo papel positivo que sempre teve na economia nacional.

“Penso ser oportuno pela contribuição que já foi dada pelos trabalhadores bancários, que essa data seja reconhecida em termos institucionais, assim como existe o dia do trabalhar da saúde e da educação, entre outros”, justificou.

António Inácio, que exerce actualmente o cargo de presidente do Banco de Investimento Rural (BIR), entende que o país tem actualmente um sistema bancário saudável, porque os trabalhadores têm uma contribuição bastante notável neste aspecto.

Ressaltou que no inicio desse processo, a banca tinha poucos quadros, mas hoje podem se orgulhar pelo facto do sector ter trabalhadores com conhecimentos sólidos, bem dotados e que têm estado a contribuir para o crescimento do sistema financeiro bancário.

No quadro das transformações político-económicas que vinham sendo realizadas e tendo em atenção a importância do sistema monetário e financeiro do país, o Governo confiscou o activo e o passivo do então Banco de Angola (instituição que detinha o direito exclusivo de emissão de notas de Banco) e criou em Novembro de 1976, o Banco Nacional de Angola (BNA), com funções de Banco Central, Banco Emissor, Caixa do Tesouro e de Comércio Bancário.

A par disso, em 1976, o Governo confiscou o Banco Comercial de Angola e criou no seu lugar o Banco Popular de Angola (BPA), actuando principalmente como instituição de captação de poupanças individuais.


O trabalho exaustivo realizado por esse grupo de trabalhadores é um marco historicamente determinante da banca em Angola, tendo sido proclamado a 14 de Agosto de 1980 como "Dia do Trabalhador Bancário".

Em 1987, o Governo formulou um conjunto de reformas institucionais com vista a transição para uma economia de mercado, dando prioridade ao sector financeiro, face à sua importância na mobilização das poupanças, na distribuição de recursos e a estabilização macroeconómica.

Com base na lei das Instituições Financeiras, em 1991 iniciou-se a implementação de um sistema bancário de dois níveis, passando o BNA a exercer a função de Banco Central, consagrado como autoridade monetária, agente da autoridade cambial e separado das funções comerciais.

Dados indicam que o país tem mais de 26 instituições financeiras, liderado por seis, nomeadamente o Banco de Poupança e Crédito (BPC), Banco Angolano de Investimentos (BAI), Banco de Fomento Angola (BFA), Banco Económico, Banco Millennium Atlântico (BMA) e Banco Internacional de Crédito (BIC).

A banca pública emprega mais de 27% dos mais de 23 mil empregados do sector financeiro bancário em Angola.

Um estudo do Banco Nacional de Angola (BNA) divulgado recentemente indica que o sector financeiro bancário em Angola conta com mais de 23 mil empregados, 70% dos quais sem o ensino superior concluído, correspondendo a 16 mil e 100 trabalhadores, e seis mil e 900 graduados (30%).

 
 

Assuntos Banco  

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