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14 Agosto de 2019 | 10h14 - Actualizado em 14 Agosto de 2019 | 10h14

Obras de Cambambe provocam défice de mil e 887 MW

Dondo - O sistema eléctrico nacional regista actualmente um défice de mil e 887 megawatts (MW) na produção de energia eléctrica, resultante do processo de descarga da albufeira da barragem de Cambambe, localizada na província do Cuanza Norte, iniciado no dia 8 de Agosto em curso.

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Secretário de Estado da Energia - António Belsa da Costa (arq)

Foto: Júlio Vilinga

A informação foi prestada à imprensa, na terça-feira, pelo secretário de Estado da Energia, António Belsa da Costa, no termo da visita de constatação dos trabalhos injecção de massa betuminosa nos encontros da queda de água da barragem de Cambambe, visando eliminar algumas fissuras resultantes do alteamento do complexo hidroeléctrico concluído em 2017.

Na ocasião, o responsável esclareceu que apesar da execução dos referidos trabalhos ocasionar a redução dos níveis de produção de energia eléctrica no referido complexo hidroeléctrico, o fornecimento de electricidade em todo país será compensado com outras fontes geradoras.

Explicou que Angola tem uma potência instalada de cinco mil MW produzidos pelas barragens e centrais térmicas, mas fruto da operação em curso, as barragens de Capanda, Laúca e Cambambe, encontram-se a produzir, apenas mil e 663 MW, contra os 3.550 MW anteriores, dos quatro mil da potência real disponível em todo o país, representando um défice na produção de energia.

O responsável informou que o processo de descarga da albufeira de Cambambe resulta da necessidade de se injectar massa betuminosa nos encontros da queda, após o processo de alteamento, concluído em 2017 e que permitiu a inauguração da central número dois, com quatro grupos geradores e que volvido este período é normal que se efectuem obras do género, visando assegurar o seu funcionamento em definitivo e sem  restrições.

A redução dos níveis de produção de energia, referiu, foi acautelado com a entrada no sistema Norte-Centro, do ciclo combinado do Soyo e das centrais térmicas de Luanda, Benguela e Huambo, que do ponto de vista de operações do sistema de monitoramento vão compensar o fornecimento de energia em dez províncias.

O secretário de Estado disse, por outro lado, que a nível  da região Leste o fornecimento de energia será melhorado a partir do mês de Setembro próximo, com a entrada em funcionamento da central térmica do Luena II ( na província do Moxico), com capacidade de 20 MW, potência similar prevista para a província da Lunda Norte.
 

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