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21 Agosto de 2019 | 17h40 - Actualizado em 22 Agosto de 2019 | 09h23

Biocom produz 65 mil toneladas de açúcar

Malanje - Sessenta e cinco toneladas de açúcar foram produzidas no primeiro semestre deste ano, pela Fazenda Biocom, no município de Cacuso, província de Malanje, segundo disse terça-feira em conferência de imprensa o director-geral adjunto do projecto, Luís Bagorro Júnior.

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Malanje: Plantio de cana de açúcar da fazenda Biocom

Foto: Pedro Parente

De acordo com o responsável, essa produção representa 60 por cento da cifra prevista até final do ano (110 mil toneladas de açúcar), e equivale a 1 milhão e 310 mil sacos de 50 quilos.

Essa produção, explicou, resulta da exploração de 650 mil e 764 toneladas de cana-de-açúcar saídas de um milhão e 50 mil hectares plantados.

Relativamente ao etanol, Luís Bagorro Júnior referiu que a semelhança da cana e do álcool, o nível de produção também é animador, porquanto foi atingido o fabrico de 9 milhões 380 mil litros dos 19 milhões previstos, representando uma ordem de 48 por cento.

No que toca a produção de energia, realçou que se atingiu 62 por cento que corresponde a 32,670 gigawatts, acrescentando que apesar dos níveis de produção serem elevados, as receitas são relativamente baixas, porque o único cliente de energia é o governo através da RNT (Rede Nacional de Transporte) e o contrato de fornecimento foi rescindido em Junho último, para além do corte anteriormente registado.

Comparativamente ao primeiro semestre de 2018, de acordo com a fonte, houve uma produção, de 45 mil e 5 toneladas de açúcar, 10 milhões e 600 mil litros de etanol e 17, 004 megawatts de energia, o que significa um aumento substancial nas cifras deste ano.

Realçou que a meta de produção final (maturidade) é de 250 mil toneladas, quantidade ainda insuficiente para atender a demanda, já que apenas cobre 60 por cento das necessidades do país, embora seja intenção do Executivo acabar com a importação de açúcar.

O responsável não revelou as receitas arrecadas na comercialização dos produtos, referindo apenas que o custo de produção está estimado em 800 dólares por toneladas de açúcar, principal matéria-prima do Projecto Biocom.

Entretanto, afirmou que até então a Biocom importava açúcar, mas desde 2018 já não o faz, devido a factores de risco como dificuldades de aquisição de divisas, custos financeiros e de logísticos, variação cambial, entre outros, pois não é pretensão ganhar lucros com essa prática, mas sim injectar esse produto em quantidade para se determinar um preço de referência no mercado nacional.

Por outro lado, o director fez saber que o Executivo pretende explorar energia de biomassa a partir da Biocom, no âmbito do Plano Nacional Energético, com vista a reduzir os custos de energia hidroeléctrica e de cana-de-açúcar.

Luís Bagorro Júnior lamentou a tendência contínua de importação de açúcar que o país ainda regista, contrariando o papel do PRODESI (Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações), realçando que essa situação está a fomentar a especulação do preço e a retirar competitividade ao açúcar da Biocom.

Apontou a título de exemplo que nos primeiros sete meses deste ano, o país importou 231 mil toneladas de açúcar, contra as 154 mil importadas no período homólogo de 2018, perfazendo uma média de 50 por cento de entrada de açúcar estrangeiro em Angola.

Realçou que apesar disso, o açúcar da Biocom hoje é comercializado relativamente mais caro em relação ao importado devido aos custos de produção, como compra de matéria-prima, impostos de selo, transporte e não só, pelo que o valor de venda poderá baixar quando todas as componentes envolventes para a produção forem locais.

Nesta perspectiva, o responsável defende a necessidade de se estabelecer um preço de referência para o açúcar, para se travar a fixação de preços especulativos e estabilizar o negócio, ao mesmo tempo que advogou mais incentivos por parte do Estado para o fomento da indústria açucareira nacional.

A Biocom é a primeira empresa angolana a produzir e a comercializar açúcar, etanol e energia eléctrica a partir da biomassa.

Criada em 2008, a sua primeira safra experimental aconteceu em 2014, com a produção de 3 mil toneladas de açúcar.

A unidade está implantada no Pólo Agro-industrial de Capanda, no município de Cacuso, numa área de 81 mil e 201 hectares, dos quais 11 mil e 55 estão reservados à preservação da fauna e flora, 70 mil e 102 mil hectares virados à produção agrícola, prevendo até 2025, atingir a produção de 256 mil toneladas de açúcar.

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