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23 Agosto de 2019 | 20h10 - Actualizado em 23 Agosto de 2019 | 20h25

INADEC denuncia matadouros sem higiene

Luanda - O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) denunciou, nesta sexta-feira, que o funcionamento de alguns matadouros da província de Luanda "está fora dos padrões" de higiene, podendo levar à contaminação da carne.

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Joana Tomás, Chefe do Departamento de Informação e Formação do INADEC

Foto: Clemente dos Santos

Venda de carne ao ar livre no mercado do Km 30

Foto: Clemente dos Santos

Segundo o INADEC, o gado, nesses espaços, é abatido e conservado em locais sem condições adequadas, susceptíveis de perigar a saúde dos consumidores.

De acordo com este órgão, entre as principais irregularidades constam o uso de água transportada por camiões cisternas e conservada em tanques ou reservatórios, usada na lavagem da carne e na limpeza dos locais de abate.

Segundo a chefe de Departamento de Informação e Formação do INADEC, Joana Tomás, nenhum matadouro deve funcionar sem água corrente, por causa da contaminação que pode ter a água das cisternas e tanques.

Outra infracção constatada nas "carnificinas" é a não separação das zonas de abate do gado, talho, conservação, comercialização da carne, assim como o uso de utensílios inapropriados (caixas plásticas) e a exposição do produto a céu aberto.  

Essa situação, advertiu, permite a constante circulação de pessoas (vendedores e clientes) em zonas que devem ser restritas, comprometendo a pureza da carne.

As infracções foram observadas nos matadouros do Songo (Benfica) e do Grupo Funga (Km 30, Viana), durante uma visita de inspecção de técnicos daquele instituto de defesa do consumidor, adstrito ao Ministério do Comércio.

“No matadouro do Km 30 não existe separação entre as zonas de abate, talho, comercialização, bem como ganchos para fixar os animais, facto que pode influenciar na contaminação da carne”, afirmou.

Joana Tomás sublinhou ainda que no matadouro do Km 30 se notou a falta de um veterinário permanente, sendo que este local tem tido apenas um veterinário que aparece três vezes por semana.

Perante essas irregularidades, o INADEC recomendou, aos responsáveis dos matadouros, a melhorem as actuais condições, principalmente, nas zonas de abate, conservação e comercialização, assim como apelou ao cumprimento rigoroso das orientações deixadas.

Orientou os gestores e/ou proprietários das referidas carnificinas a cumprirem com as regras sanitárias recomendáveis para o exercício dessa actividade, sob pena de sofrerem sanções que podem levar ao encerramento dos estabelecimentos.

Para ajudar a melhorar as condições de trabalho, a chefe de Departamento de Informação e Formação do INADEC prometeu promover, brevemente, acções formativas para os responsáveis de matadouros e vendedores de carne.

Na ocasião, os responsáveis dos matadouros garantiram melhorar as actuais condições de trabalho, visando a salvaguarda da saúde dos consumidores.

A acção inspectiva, que visou sensibilizar e baixar orientações expressas aos responsáveis de matadouros, abrangeu os locais de venda de carne dos mercados do Rocha Pinto, Benfica, Sabadão (Cacuaco - Funda) e Panguila (Bengo).

Assuntos Economia   Inadec  

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