Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

07 Setembro de 2019 | 15h45 - Actualizado em 08 Setembro de 2019 | 13h30

Angola e FMI querem dívida abaixo dos 90 por cento do PIB

Luanda - A secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva, declarou, sexta-feira, que o Governo angolano e o Fundo Monetário Internacional (FMI) querem dívida pública abaixo dos 90 por cento do Produto Interno Bruto (BIP).

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva (arquivo)

Foto: Cortesia Edições Novembro

O Jornal de Angola cita, na sua edição deste sábado, declarações da secretária de Estado à agência de informação financeira Bloomberg, feitas à margem do Fórum Económico Mundial sobre África, que decorre na Cidade do Cabo.

Segundo a mesma fonte, a responsável mostrou-se “esperançada” em que o FMI aprove o desembolso da segunda tranche do Programa de Financiamento Ampliado de 3,7 mil milhões de dólares e convergente a fim de se travar a subida da dívida pública angolana.

“O FMI está preocupado com a dívida pública, que está em cerca de 90 por cento do PIB e deixou claro que esse rácio não deve ser aumentado”, disse Aia-Eza da Silva na entrevista.

A secretária de Estado mostrou-se “confiante” na aprovação da terceira análise à evolução do programa de assistência financeira e disse que o facto de Angola já ter recebido um total de 1,24 mil milhões de dólares, em menos de um ano, “foi um grande feito, porque representou muito trabalho”.

“Estamos a tentar dar o nosso melhor no lado económico e esta é a maneira principal de nos avaliarem. Por isso, esperamos que a próxima tranche do empréstimo possa também ser desembolsada”, acrescentou a secretária de Estado.

A dívida pública tem aumentado significativamente nos últimos anos devido à quebra das receitas petrolíferas em moeda externa, o que levou a uma depreciação do kwanza e a uma subida da inflação.

Em Junho, o FMI considerou que a dívida pública de Angola tinha ficado nos 91 por cento face ao PIB, em 2018, e que que este valor é sustentável desde que não existam grandes choques na economia. 

“Apesar de um aumento projectado para 2019, a dívida de Angola é considerada sustentável, mas com pouco espaço de manobra para grandes choques”, lê-se na análise detalhada do FMI à primeira revisão do programa de assistência que Angola acordou no final do ano passado e que foi divulgada no fim de Junho.

O FMI assume que os rácios que medem a dívida pública face ao PIB e os que medem o custo de servir a dívida face às receitas “vão continuar altos durante o programa”, advertindo que isso “deixa pouco espaço para acomodar grandes choques ou endividamento que vá além das projecções do programa”.

Assuntos Angola   Cooperação   Economia  

Leia também
  • 09/09/2019 09:01:19

    Mulheres com prioridade nas linhas de crédito

    Waku Kungo - As mulheres devem recorrer à banca privada em busca de empréstimo, por beneficiarem de proteccionismo nas linhas de crédito disponibilizadas pelo Executivo, para apoiar o sector empresarial, disse neste sábado, no Cuanza Sul, o secretário do Presidente da República Para o Sector Produtivo, Isaac dos Anjos.

  • 08/09/2019 02:57:43

    Falta de mercado impede aumento da produção de ovos

    Waku Kungo - Cerca de cem milhões de ovos ano é o que o projecto Aldeia Nova, situado no Waco Kungo, produz anualmente, estando impedida de aumentar a produção por falta de mercado, disse neste sábado, no Cuanza Sul, o director-geral do projecto, Kobi Trivizki.

  • 07/09/2019 18:23:44

    Venda de peixe fresco ganha novo mercado

    Luanda - A venda de peixe fresco na Ilha de Luanda vai deixar de ser feita em bancas improvisadas e sem as condições ideais de higiene, assegurou neste sábado a ministra das Pescas e do Mar, Maria Antónia Baptista.

  • 07/09/2019 17:16:59

    Sistema norte repõe fornecimento de energia

    Luanda - O fornecimento de energia no sistema norte, que alimenta dez províncias do país, está parcialmente reposto, depois do corte geral registado as 14h00 deste sábado.