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06 Setembro de 2019 | 20h05 - Actualizado em 06 Setembro de 2019 | 20h04

Angola e Qatar juntos nos transportes marítimos e portos

Doha (dos enviados especiais) - No quadro da visita oficial do Presidente da República, João Lourenço, ao Qatar, prevista para sábado e domingo, Angola e este país do Médio Oriente poderão assinar, entre outros acordos, o de cooperação para o transporte marítimo e actividades portuárias.

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Vista de um recanto da cidade de Doha, Qatar

Foto: Marcos Caetano

A assinatura deste protocolo, agendada para domingo, em Doha, tem como principais benefícios a facilitação do processo de exportação de bens produzidos em Angola, bem como o fluxo comercial de mercadorias e gestão dos fretes gerados no comércio marítimo entre os dois estados.

De acordo com o ministro dos Transportes, Ricardo D'Abreu, a partilha de informação no âmbito das convenções marítimas internacionais, subscritos pelos dois países, a colaboração na capacitação de pessoal angolano afecto a buscas e salvamento no mar, o tratamento privilegiado às embarcações dos dois Estados, a troca de experiências e informação profissional fazem parte do acordo.

Angola e Qatar têm, além do petróleo, outras particularidades comuns. Por isso, também merece especial atenção o transporte de Gás Natural Liquidefeito (LNG), aproveitando a experiência do Estado detentor da maior frota de embarcações para este tipo de mercadoria.

A propósito, Ricardo D'Abreu disse que o objectivo desse acordo é facilitar o processo de exportação de gás produzido em Angola, já que o Qatar está numa fase bastante avançada ao nível do conhecimento, infraestruturas e transportes.

No domínio marítimo e portuário, o parceiro asiático detém infraestrutura moderna de grande capacidade operacional (Porto de Mwani), em Doha, que pode ser aproveitada neste processo de desenvolvimento do país. 

Gestão aeroportuária na mira das partes

O interesse no aprofundamento das relações entre os dois países faz com que as partes estejam a projectar as próximas etapas desta parceria que se quer profícua mutuamente. Estão previstos dois memorandos de entendimento. Um entre a empresa pública Mwani Qatar, gestora da parte portuária deste país, e o Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA).

O foco da cooperação, segundo o ministro dos Transportes, é a formação de quadros, o refrescamento e a partilha de dados sobre os sistemas de produtividade, tecnologias de informação portuária, desenvolvimento, organização e estruturas de portos, e gestão de operações portuárias.

Este é o domínio do acordo com a Mwani - que tem características equivalentes ao IMPA. O modelo do Qatar de gestão portuária (operacional e gere a sua infraestrutura) é diferente de Angola (a autoridade portuária atribui concessões para exploração dos terminais). 

O outro memorando de entendimento é o de “reconhecimento mútuo do certificado a nível das convenções internacionais”, a ser assinado também com o IMPA, noutra fase a acertar pelos dois países.

Enquanto se aguarda pelos dois documentos de interesse comum, na cidade de Doha, será rubricado, entre vários acordos, o do «domínio marítimo e portuário».

Embora as operações do porto de Hamad tenham iniciado em Dezembro de 2016, a inauguração oficial ocorreu apenas a cinco de Setembro de 2017, pelo emir Sheik Tamim bin Hamad Al-Thani.

Gerido pelo Mwani Qatar, sob supervisão do Ministério dos Transportes e Comunicações, é um dos maiores portos do Médio Oriente, com capacidade anual de 7,5 milhões de unidades equivalentes de vinte pés.

É um projecto enquadrado na Visão Nacional do Qatar 2030, por ser um porto focado no desenvolvimento social, económico, ambiental e humano da Nação.

Ao apostar no porto de Hamad, o Mwani Qatar não está apenas fortemente posicionado para desenvolver um centro de expedição regional, mas também para desempenhar um papel crucial na diversificação da economia do seu país, pronto para um futuro pós-hidrocarboneto.

Assuntos Angola   Economia  

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