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03 Setembro de 2019 | 18h29 - Actualizado em 05 Setembro de 2019 | 14h58

Indústria de rochas ornamentais vai aumentar produção

Lubango - A produção de rochas ornamentais na província da Huíla vai aumentar de 22 mil e 450 metros cúbicos ano para 93 mil e 743, em 2024, com o lançamento de nove novas mineradoras, soube hoje a Angop, no Lubango, província da Huíla.

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Huíla: Manuel Machado Quilende - director Comércio, Indústria e Recursos Minerais

Foto: Amélia Oliveira

Com a concrectização dos investimentos das novas mineradoras, 993 novos empregos serão criados. Segundo o director do gabinete provincial do Comércio, Indústria e Recursos Minerais da Huíla, Manuel Machado Quilende, actualmente o sector emprega 982 trabalhadores em 28 empresas de recursos minerais registadas.  

Manuel Machado Quilende disse que os municípios dos Gambos, Chibia e Quipungo têm o maior potencial em rochas ornamentais e os do Chipindo, Jamba e Quilengues destacam-se em mineiros estratégicos - o ouro e o nióbio.

O director revelou que têm propostas de investimentos nos domínios dos minerais estratégicos como o ouro, ferro e nióbio assim como nos das rochas ornamentais.

Salientou que a província apresenta o maior potencial do país em termos de minerais, mas tem necessidade de criar uma reserva fundiária para potenciais investidores nacionais e estrangeiros.

Só em 2018, avançou o gestor, tiveram cinco intenções de investimentos no sector, ao passo que no ano em curso receberam quatro no subsector de rochas ornamentais, de investidores nacionais e estrangeiras. Algumas delas estão na fase de prospecção e outras à espera de financiamento para tal a implementação.

Por outro lado, disse os empresários têm enfrentando dificuldades na aquisição de cambiais para a compra de peças de reposição no mercado externo para importação de matérias-primas e equipamentos.

“Os operadores de rochas ornamentais consomem em média 200 litros de gasóleo por dia em geradores para colocar a empresa funcional - custos que são avultados para os concessionários, porque as áreas de exploração de rochas ornamentais não possuem água da rede pública, nem electricidade. A maioria dos operadores recorre à abertura de  furos artesianos e geradores”, explicou.

Actualmente a província da Huíla possui 28 empresas de vocacionadas ao sector de recursos minerais, nomeadamente de rochas ornamentais (16), água mineral (cinco), britadeiras (duas), areeiro, material de cerâmica, agro-mineral, nióbio e ouro (uma para cada), localizadas nos municípios dos Gambos, Chibia, Quipungo, Lubango, Humpata, Quilengues e Chipindo.  

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