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27 Setembro de 2019 | 19h42 - Actualizado em 27 Setembro de 2019 | 19h41

Comissão de Mercados apresenta-se como alternativa à banca tradicional

Benguela - O sector empresarial angolano passa a contar doravante com o apoio institucional do Mercado de Capitais na elaboração de projectos de investimentos, como alternativa à banca tradicional, desde que estejam organizados, para facilitar a sua análise pela entidade financiadora, disse esta sexta-feira, o presidente da instituição, Mário Gavião.

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Mário Gavião, PCA do CMC

Foto: Clemente dos Santos

O presidente da Comissão de Mercado de Capitais (CMC), que manteve um encontro com o sector empresarial, realçou que o mercado de capitais tem como missão proporcionar canais de investimentos entre os empreendedores e financiadores, desde que os primeiros tenham uma organização contabilística aceitável, capaz de facilitar o processo de análise.

“Com o mercado de capitais, permite-se que quem precisar de financiamento possa ir directamente aos mercados ou aforradores, evitando a intermediação financeira (aquilo que existe no sistema bancário), captando directamente os investimentos, uma tarefa que em parte é a principal função do mercado de capitais”, frisou.

Por esta razão, sublinhou, esta é a mensagem que se pretende transmitir a partir desta primeira sessão com a classe empresarial, que será extensiva às 18 províncias do país, de modo que os empreendedores percebam essa temática de valores do Mercado Imobiliário.

Em relação à burocracia há muito reclamada, Mário Gavião indicou que essa é também uma das vias para se resolver esta situação. No entanto, torna-se necessário que os empreendedores entendam que para aceder ao Mercado de Capitais é preciso ter uma estrutura mínima de governação e de transparência para que possam, efectivamente, captar ou ganhar a confiança dos investidores.

“Não se elimina totalmente a burocracia, porque é necessário que as empresas estejam organizadas, todavia, seguramente, é uma forma mais barata de captar investimentos”, esclareceu, afirmando que o Mercado de Capitais angolano é ainda recente, apesar de assistir-se ao crescimento do número de investidores nesta área (MC).

Para o responsável, as recentes informações do Banco Nacional de Angola, segundo as quais foi aberta uma conta de capitais de investidores não residentes, vai permitir a presença de investidores não residentes em Angola, uma outra forma dos investidores irem captando investimentos para os seus projectos.

Deu a conhecer que, a próxima semana, haverá na cidade de Luanda a “Semana do investidor”, um fórum que contará com debates sobre o investimentos e literacia financeira.

Por outro lado, o secretário de Estado para a Reforma do Estado, Márcio Daniel, que presidiu à sessão de abertura, reconheceu haver no país muitos jovens empreendedores que viram os sonhos gorados por falta de financiamento para alavancarem os seus projectos.

Márcio Daniel valorizou os diversos programas de fortalecimento do Mercado de Capitais em Angola, mormente o reforço d desconcentração administrativa, a institucionalização da reforma do Estado, entre outros, que visam aumentar o espaço de intervenção da administração local do Estado.

Durante o encontro, que contou com mais de 80 participantes, foi abordado o tema “Introdução ao Mercado de Valores Imobiliários”, cujos prelectores foram o administrador executivo da CMC Ottoniel Santos e o sub-director do gabinete de estudo e estratégia do CMC, Vasco Januário.

A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) foi criada pelo decreto nº 9/05 do Conselho de Ministros e publicada a 18 de Março de 2005 no Diário da República, regendo-se pela Lei dos Valores Mobiliários, pela Lei das Instituições Financeiras, Estatuto Orgânico e pelo seu Regulamento Interno.

A CMC é um organismo público angolano com poderes para regular e supervisionar todas as matérias relacionadas aos Mercados de Valores Mobiliários, Instrumentos Financeiros Derivados, bem como a actuação de todos os seus intermediários.

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