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06 Outubro de 2019 | 18h42 - Actualizado em 06 Outubro de 2019 | 18h41

Kits de pesca artesanal duplicam captura de pescado na Catumbela

Catumbela - Pelo menos vinte e quatro mil quilos de pescado poderão ser capturados mensalmente na comuna da Praia do Bebé, no município da Catumbela, em Benguela, contra os actuais 12 mil quilos, na sequência da entrega, hoje, de meios essenciais para dinamizar a pesca artesanal a 13 associados em cooperativa, apurou a Angop.

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Peixe Sardinha, vulgarmente conhecido como lambula

Foto: Rosario dos Santos

Adquiridos com recursos do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Fome e à Pobreza, os meios, designadamente sessenta panos de redes de pesca branca e verde, cem agulhas, mil cortiças e cinquenta bobines com rolos de linha, foram entregues à cooperativa dos pescadores artesanais da comuna da Praia do Bebé pelo administrador municipal da Catumbela, Julião Almeida.

Falando à Angop, Fernando Domingos, coordenador da cooperativa dos pescadores artesanais da comuna da Praia do Bebé, garantiu que, com os meios recebidos, os 13 pescadores, dos quais sete ex-militares, vão aumentar e melhorar significativamente os níveis de captura de pescado. Dessa forma, haverá mais rendimento.

“Quem vier à praia da comuna poderá ver a quantidade e a qualidade do pescado que os armadores estão a trazer”, realçou, entusiasmado, Fernando Domingos, acrescentando que os kits de pesca artesanal vieram ao encontro das expectativas dos associados, que há cinco anos procuravam formas de aumentar as capturas.

Cada uma das oito embarcações a motor pertencentes à cooperativa da Praia do Bebé pode capturar mensalmente três mil quilos de pescado, totalizando 24 mil quilos/mensais. Uma meta que, embora ambiciosa, Fernando considera estar agora ao alcance dos associados, para garantir a segurança alimentar e nutricional das populações da comuna e a geração de renda.

Porém, Fernando Domingos denunciou que há duas outras embarcações, do lote das dez recebidas em 2014, que continuam desaparecidas até ao momento, o que reduz as possibilidades de se empregar mais gente na pesca, de forma directa.

Já o administrador municipal da Catumbela disse que a entrega dos meios visa facilitar a actividade dos pescadores artesanais da Praia do Bebé, no âmbito da estratégia das autoridades para fomentar, cada vez mais, o auto-emprego e combater a fome e a pobreza nas comunidades.

Aliás, Julião Almeida avança que dos 25 milhões de kwanzas que a administração recebe mensalmente, 75 por cento é canalizado aos ex-militantes para atingir as metas deste programa governamental, ou seja, para que os beneficiários se auto-sustentem.

“Comprar comida para entregar às pessoas não é a solução”, observou Julião Almeida, apontando que o ideal é adquirir material para apoiar as cooperativas de pescadores ou até de camponeses.

Calculando, o administrador da Catumbela até dá um exemplo: “Se a cooperativa é de 20 pessoas, podem empregar 100 pessoas. Trabalham a terra, vendem os produtos e têm a vida”. E defende que é isso que a administração está a fazer, na tentativa de multiplicar as oportunidades de emprego a muito mais pessoas.

A cerimónia de entrega dos kits de pesca inseriu-se no programa das festividades do oitavo aniversário do município da Catumbela, assinalados a 5 de Outubro.

Além da pesca, a agricultura, pecuária e indústria são outras das actividades económicas da população da Catumbela, estimada em mais de 200 mil habitantes.

Anteriormente comuna do município do Lobito, a Catumbela ascendeu à categoria de município, em 5 de Outubro de 2011, no quadro da nova divisão administrativa do país, por conta do crescimento e desenvolvimento que conheceu nos últimos anos.

Todavia, como vila, Catumbela tem 114 anos de história, comemorados desde 5 de Junho de 1905.

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