Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

10 Outubro de 2019 | 15h19 - Actualizado em 10 Outubro de 2019 | 18h55

Governo quer apoio do sector empresarial

Luanda - O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, disse nesta quinta-feira, em Luanda, o Executivo quer contar com o apoio do sector empresarial nacional e externo para melhorar a economia nacional e a vida da população.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Diamantino Azevedo, Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos

Foto: Alberto Juliao

Ao falar na cerimónia de apresentação técnica (roadshow) sobre o concurso público internacional para a construção da Refinaria do Soyo, na província do Zaire, sublinhou a importância de se esclarecer os empresários do sector sobre as acções desenvolvidas pelo Executivo no sector do petróleo e gás, para que sejam intervenientes activos e corrigir o que está mal.

“Olhem para as facilidades que a lei de investimento privado oferece e usem estas facilidades”, recomendou, apelando ainda para que “corrijam quando necessário para que melhoremos os termos de referência que servirão de incentivos para futuros projectos”.

Referindo-se ainda às reformas no Sector Petrolífero e, particularmente na petrolífera nacional, o ministro deixou claro que “pretende uma Sonangol forte, mais dedicada ao petróleo.

"As vezes somos incompreendidos e alguns dizem que pretendemos acabar com a Sonangol. Queremos ter uma verdadeira empresa operadora de petróleo, que possa situar-se ao nível das outras grandes empresas operadoras de petróleos que existem no mundo", esclareceu.

Disse que tem estado a atribuir condições à Sonangol, até utilizando uns dos critérios da lei que é a adjudicação directa de concessões, para que ela se sinta motivada a operar e estar em quase todos os blocos que estão em operação no país.

"Estamos a fazer com que a Sonangol faça parte deste projecto de refinação, daí ter-mos reservado esta percentagem (10%) na refinaria do Soyo e na refinaria de Cabinda. A Sonangol está igualmente a dirigir o processo de requalificação da refinaria da Luanda", sublinhou.

Explicou que o Ministério está a fazer com que a Sonangol faça parte do projecto de refinação, daí ter reservado esta percentagem (10%) na refinaria do Soyo e na refinaria de Cabinda. A Sonangol está igualmente a dirigir o processo de requalificação da refinaria da Luanda.  

Diamantino Azevedo deixou claro que a Sonangol vai retirar-se daquelas empresas que não pertencem ao seu core business e que não são rentáveis. “O dinheiro de uma empresa do Estado é para ser usado com eficiência e com racionalidade.

Por isso, a empresa terá de produzir lucros” para que o accionista (Estado) possa, com este lucro, investir em projectos sociais como a saúde, infra-estruturas e educação”.

Acrescentou que, recentemente, houve um acordo rubricado com a petrolífera ENI, para os blocos 1, 14, 15, 0 e 6 em que dissemos à ENI, enquanto operadora, que terão que ter um acordo com a Sonangol, para depois esta passa a ser a operadora destes blocos. Isto foi aceite.

Diamantino Azevedo lembrou que, quando a actual direcção do Ministério tomou posse, encontrou uma situação difícil no sector de petróleo e gás, derivada de vários factores.

Em função do quadro encontrado, disse, a nova gestão ministerial tomou medidas urgentes e agiu com perspicácia e celeridade, tendo em conta o declínio de produção que se vive no sector, motivado por questões geológicas e de manutenção por falta de investimentos no sector.

O Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos (Mirempt) lança a 24 deste mês, o concurso público internacional de investimento privado para a construção de uma refinaria de petróleo no município do Soyo, província do Zaire.

O concurso internacional será realizado ao abrigo da Lei 9/16 de 16 de Junho, lei dos contratos públicos e demais legislação aplicável.

A apresentação técnica (roadshow) para o seu lançamento começou hoje, 10 de Outubro em Luanda, e a outra está marcada para 22 do corrente, no Dubai.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África Subsahriana, atrás da Nigéria, com uma produção de 1,4 milhões de barris/dia, mas importa 80 por cento de derivados de petróleo para fazer face às suas necessidades internas.

Para reduzir o défice e consequentemente as importações, no âmbito das reformas em curso no sector petrolífero, estão em cima da mesa os projectos de construção das refinarias do Lobito (Benguela), com capacidade para processar 200 mil barris/dia, e Cabinda, com capacidade de 60 mil barris/dia.

O investimento projectado para a refinaria de Cabinda está avaliado em dois mil milhões de dólares. As obras arrancam este ano e têm conclusão prevista para 2022.

Além das refinarias do Lobito e Cabinda, está em marcha o projecto de reabilitação, ampliação e modernização da antiga Refinaria de Luanda.

Com a intervenção de reabilitação e ampliação em curso nesta unidade de processamento de crude, a Refinaria de Luanda vai aumentar a produção de gasolina de 300 para mil e 200 toneladas/ano.

Assuntos Petróleos  

Leia também
  • 10/10/2019 14:02:39

    Refinaria do Soyo vai processar 100 mil barris de petróleo

    Luanda - O Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos (Mirempt) procedeu hoje, em Luanda, à 1ª apresentação técnica (roadshow) sobre a realização do concurso internacional, que permitirá a construção de uma refinaria de petróleo no município do Soyo, província do Zaire, com capacidade para processar 100 mil barris de petróleo/dia.

  • 08/10/2019 18:18:38

    Sonangol e Total vão criar empresa de distribuição de combustíveis

    Luanda - A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) e a petrolífera Total poderão criar uma empresa para actuar no segmento de logística, distribuição e comercialização de produtos derivados de petróleo.

  • 06/10/2019 15:04:08

    Petrobras pode deixar elite estratégica do sector mundial do petróleo

    São Paulo - A Petrobras, sétima maior produtora mundial de petróleo, pode abandonar o clube das grandes empresas estatais deste sector, devido ao processo de privatização fragmentada em curso.