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18 Outubro de 2019 | 18h12 - Actualizado em 18 Outubro de 2019 | 18h12

Sociedade aplaude iniciativa para retoma das obras do Porto Caio

Cabinda - Agentes económicos de Cabinda aplaudiram nesta sexta-feira a medida do Executivo em ter optado em manter a Sociedade Caio Porto à frente do projecto Porto de Caio, para que esta empresa possa recuperar os investimentos já realizados.

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Obra do Porto de Caio (arq)

Foto: Henri Celso

A opção em manter a Caio Porto no projecto visa recomeçar a construção desta infra-estrutura portuária que acabará a dependência da província em relação ao Porto de Ponta Negra.

Os agentes económicos falavam à Angop a propósito do Executivo ter vindo a público clarificar que o Fundo Soberano de Angola (FSDEA) é o titular da totalidade (100%) da sociedade Caio Porto SA, na província de Cabinda.

As obras de construção da infra-estrutura portuária paralisaram há dois anos, depois de o Estado angolano ter decidido rescindir, com a empresa de Jean-Claude Bastos de Morais, o contrato de gestão dos activos do Fundo Soberano de Angola, dos quais incluía a Sociedade Caio Porto SA.

No âmbito do entendimento alcançado entre o Governo angolano e o anterior proprietário da sociedade, Jean-Claude Bastos de Morais, este último devolveu a Angola muitos dos seus activos, entre os quais a empresa Caio Porto SA.

A obra do Porto Caio iniciou em 2015 e sofreu interrupções depois de atingir, em 2017, níveis de execução física acima de 45 por cento, com a construção de 400 dos 775 metros de cais previstos.

Em declarações nesta quinta-feira à Angop, a secretária-geral da Associação dos empresários de Cabinda, Suzana Abreu, sublinhou a retoma das obras, tendo em conta que hoje os empresários têm custos acrescidos ao fazerem recurso ao Porto de Ponta Negra, na República do Congo.

Disse ser desejo dos empresários e população local ver o sonho da construção se tornar uma realidade. "Gostaríamos que a construção do Porto do Caio se torne uma realidade para o desenvolvimento da província e permita criar mais emprego”, disse.

Por sua vez, o economista e docente universitário Henrique Sozinho disse esperar que a infra-estrutura traga desenvolvimento, permitam reduzir a burocracia para atrair também empresários dos dois Congos.

O investimento no Porto de Cabinda está avaliado em mais de 800 milhões de dólares, USD 180 milhões dos quais já financiados pelo Fundo Soberano.

O porto de águas profundas do Caio terá um ancoradouro com 1.130 metros de comprimentos (atracagem de 4 navios em simultâneo), 16 metros de profundidade, com capacidade para receber navios de grande porte.

Terá ainda uma área total do porto e zonas envolventes superior a 2.500 hectares, terá instalações aduaneiras, oficinas, (serviços de apoio ao porto, reparação de navios), armazéns e estabelecimentos comerciais.


 

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