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23 Outubro de 2019 | 19h02 - Actualizado em 23 Outubro de 2019 | 19h01

Porto do Lobito movimenta mais de 900 mil toneladas de mercadoria no primeiro semestre

Lobito - O Porto do Lobito, em Benguela, movimentou 944 mil e 414 toneladas de mercadoria nos primeiros seis meses deste ano, tendo registado um aumento de 55 mil e 264 toneladas relativamente ao período homólogo de 2018, apurou hoje, quarta-feira, a Angop.

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Vista parcial do Porto do Lobito

Foto: Alberto Juliao

Funcionários da delegação da Angop em Benguela e Administração do Porto do Lobito

Foto: PORTO do LOBITO

Os produtos da cesta básica, como o arroz, feijão, fuba de milho, massa alimentícia, óleo vegetal, açúcar, farinha de trigo, sal, sabão em barra e leite em pó destacaram-se nas importações no primeiro semestre, incluindo os materiais de construção e fertilizantes, enquanto as principais mercadorias exportadas foram os minérios, designadamente o manganésio e cobre, provenientes da República Democrática do Congo (RDC) com destino para China.

Ao apresentar os resultados registados de Janeiro a Junho de 2019, durante uma visita de funcionários da delegação da Angop na província de Benguela, enquadrada nas festividades dos 44 anos de existência deste órgão de informação (30 de Outubro), o director Comercial e de Operações do Porto do Lobito, Domingos Adão Francisco, ressaltou o aumento de 6, 22 porcento na mercadoria movimentada durante o período em balanço, embora reconheça que esta cifra está ainda muito aquém da capacidade da empresa.

Domingos Adão Francisco adiantou que as mercadorias movimentadas em cabotagem nacional representam apenas 394 mil e 232 toneladas do total de carga, sobretudo de combustíveis, entre os portos do país, enquanto os navios de longo curso transportaram 550 mil e 182 toneladas.

Escalaram o Porto do Lobito 214 navios, dos quais 143 foram de cabotagem (transporte de carga entre portos nacionais) e 71 de longo curso, ou seja, vindos de portos de outros países, o que corresponde a um crescimento de sete navios face aos primeiros seis meses de 2018.

Relativamente à carga contentorizada, Domingos Adão Francisco diz terem sido manuseados 19 mil e 356 contentores, sendo 9.148 contentores embarcados no Porto do Lobito e 10.208 desembarcados, representando um incremento de 3.931 contentores comparativamente a igual período anterior.

No segmento de mercadorias em trânsito, o Porto do Lobito assinalou também a movimentação de 9.571 toneladas de cargas diversas, principalmente da República Democrática do Congo e China ou vice-versa, numa lista liderada com 4.648 toneladas de enxofre originário da Rússia para RDC, bem como 3.382 toneladas de manganésio e 1.499 toneladas de cobre da RDC para China.

A média de permanência foi de 2,3 dias para navios de carga geral e 2, 5 para navios de carga contentorizada.

Olhando para estes números, o director da área Comercial e de Operações admite que o Porto do Lobito está em franco crescimento, tendo em conta que há maior impulso no movimento de mercadorias em trânsito, sobretudo os minérios de cobre do Congo Democrático.

Anteriormente, a mercadoria em trânsito tinha um único sentido - a RDC. Hoje, porém, diz a fonte, transitam no porto produtos da China (detergente e acido nítrico) e da Rússia (enxofre) destinados às zonas de processamento de minérios daquele país africano.

O negócio do minério congolês tem despertado o interesse de muitas empresas, que preferem o Porto do Lobito para escoar os produtos. O que, segundo o responsável, mudou o antigo cenário de contentores vazios. Hoje em dia os contentores embarcam e desembarcam cheios.

Ampliação do porto aumentou capacidade operacional

Já o administrador para Área Administrativa do Porto do Lobito, Domingos Isata, afirma que esta nova dinâmica é fruto do projecto de reabilitação, ampliação e modernização, executado de 2008 a 2012, que aumentou a capacidade operacional do porto para dar vazão a carga em trânsito.

Apesar de realçar o facto de o porto ter voltado a operar na sua dimensão, Domingos Isata reconhece, todavia, que a capacidade de hoje permitiria movimentar muito mais carga, não fosse o abrandamento da economia devido à crise desde 2015 e, consequentemente, às dificuldades do empresariado local.

No fundo, trata-se de um porto de trânsito, porque através do Caminho-de-Ferro de Benguela permite a ligação aos países sem acesso ao mar, como a RDC e Zâmbia, com o objectivo de exportar os minérios.

Subdividido em cinco fases, o projecto de ampliação do Porto do Lobito arrancou em Março de 2008, num investimento de um bilião e 250 milhões de dólares norte-americanos, para aumentar a competitividade da empresa. Os ganhos obtidos vão desde um moderno terminal de Contentores, Porto Seco a um Porto Mineiro, com capacidade para movimentar três milhões e 600 mil toneladas/ano.

Outro resultado do projecto foi a ampliação do cais para a acostagem de navios porta-contentores de quarta geração, com capacidade para transportar de três a quatro mil contentores de 20 pés.

As empreitadas envolveram também a construção de uma nova ponte sobre o mangal. Com quatro faixas de rodagem que podem suportar viaturas de até 40 toneladas de carga, a infra-estrutura veio dar maior fluidez ao trânsito automóvel pesado, desviando-o do centro da cidade.

A quarta e quinta etapas consistirão na construção de um Terminal de Contentores para minérios, a criação de um Cais de acostagem de 1.200 metros de comprimento e uma ancoragem para navios cruzeiros de luxo, aliado a um clube de Yates, o que tornará o Lobito num destino turístico de referência internacional.

Depois da conclusão das cinco etapas do projecto a ser desenvolvido na baía do Porto do Lobito, o comprimento total da área de acostagem será de 7,8 quilómetros em que poderão atracar em simultâneo 20 navios de longo curso, bem como o manuseamento de 11 milhões de toneladas de Carga Geral e 700.000 TEUs/ano.

A história do Porto do Lobito remonta ao ano de 1903, altura da construção do Caminho-de-Ferro de Benguela e, simultaneamente, da cidade do Lobito, mas as operações só tiveram início em Março de 1928 com a atracação do primeiro navio. Em 1973, antes da independência, atingiu o pico em termos de carga movimentada, com mais de três milhões de toneladas, sobretudo de cereais, minério e pasta celulose, das quais 50 porcento em trânsito.

O ano de maior movimentação de mercadorias, depois da independência, foi o de 2013, quando foram movimentados dois milhões, 984 mil e 220 toneladas.

Actualmente, o Porto do Lobito tem 1.620 trabalhadores no activo.

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