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24 Outubro de 2019 | 13h23 - Actualizado em 24 Outubro de 2019 | 13h23

Sector eléctrico regista crescimento de 15 %

Luanda - O sector eléctrico nacional tem registado um crescimento acima de 15 por cento nos últimos seis anos, com o aumento da capacidade instalada de geração de energia e a expansão do sistema, afirmou hoje o presidente do Instituto Regulador dos Serviços de Electricidade e de Água (IRSEA), Luís Mourão da Silva.

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Investimentos permitiram aumentar capacidade instalada

Foto: Rosário dos Santos

Presidente do IRSEA, Luís Mourão da Silva.

Foto: Nelson Malamba

Para justificar a afirmação, o gestor sustentou que em 2013 o sistema eléctrico nacional contava com apenas dois mil e 194 megawatts instalados, mas agora há uma capacidade instalada de cinco mil e 217 megawatts, um aumento na ordem de três mil e 314 megawatts.

Dados do sector indicam um crescimento anual da procura na ordem de 12 por cento.

Segundo o responsável, que falava na XII conferência da Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa (RELOP), com esta capacidade instalada, o país saiu de uma produção média anual de quatro mil 380 gigawat/hora em 2013, para 12 mil 240 gigawatts em 2018.

Para o ano em curso, há a previsão de crescimento para 13 mil e 120 gigawatts/ hora em 2019, com a entrada do sexto grupo gerador de Laúca.

Em relação aos clientes, afirmou que rede pública de fornecimento de energia em 2013 contava com 980 mil clientes e actualmente conta com 1,5 milhão de clientes em 2018 e prevê-se que atinja 1,6 milhão de clientes até Dezembro do ano em curso (2019).

Entretanto, afirmou que uma série de regulamentos, como é o caso do tarifário, relações comerciais, entre outros, poderão ser aprovados em 2020.

Por outro lado, referiu que o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) prevê que até 2022 o país possa ter instalado entre 500 a 800 gigawatts de energia renováveis.

Já o presidente da Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa (RELOP), Guilherme Luís Mavilha, afirmou que maior crescimento económico implica aumento da demanda energética.

Como medidas a aplicar no sector enérgico, apontou o planeamento integrado e criterioso na selecção das fontes, políticas energéticas coerentes e sustentáveis, projectos transparentes e previsíveis e um quadro relatório que se adeqúe ao sector.

A XII Conferência da RELOP, que decorreu sob lema “Transição Energética e Desafios Regionais, contou a participação de representantes do sector de energia, água gás natural e biocombustíveis do Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Assuntos Energia  

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