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14 Fevereiro de 2020 | 17h10 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2020 | 17h45

Apenas 20% das empresas de conteúdo local estão certificadas

Luanda - Apenas 600 empresas nacionais de conteúdo local, das mais de três mil que constam da base de dados do sector petrolífero, estão certificadas pelo Centro de Apoio Empresarial (CAE), o que representa 20% do total deste número, afirmou hoje o director nacional de Fomento de Quadros e da Cadeia de Valor, Domingos Francisco.

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Construção do FPSO Kaombo Norte contou com conteúdo local

Foto: Gaspar dos Santos

O sector petrolífero é bastante exigente em termos de segurança, pessoal eficiente, gestores capacitados, entre outros requisitos que muitas empresas não conseguem preencher e auto-excluem-se, referiu o responsável, que falava à imprensa no Fórum de Fornecedores Locais.

Apelou às empresas não certificadas pelo CAE a preencherem os procedimentos necessários para sua qualificação e participar dos concursos divulgados pelas petrolíferas que operam no país.

Referiu estar em curso a elaboração de uma nova lei que regula a actividade de conteúdo local e vai exigir contratos de programas, planos de desenvolvimento de nacionais, criação de um órgão gestor e regulador desta actividade no país, entre outras alterações.

Por sua vez, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, considerou que as empresas nacionais de conteúdo nacional têm uma certa dinâmica na sua actuação de apoio à actividade petrolífera.

Disse existirem sinais de melhorias no ambiente de trabalho das empresas de conteúdo local que visan dar melhor conforto a sua inserção, sem esquecer a capacitação, eficiência e maior competitividade.

Justificou que a indústria petrolífera é exigente no ponto de vista de qualidade e as empresas nacionais devem estar preparadas para dar resposta a estes requisitos.

Diamantino Azevedo afirmou que o sector do hidrocarbonetos é responsável por mais de 60 por cento das receitas tributárias do país e mais de 95 por cento das exportações, o que constitui um contributo relevante para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Ao se referir à Sonangol, disse que se deve fazer mais investimentos para aumentar a sua produção e tornar-se numa operadora petrolífera que consiga competir com os maiores “players” que actuam no mercado nacional.

Angola e Zâmbia pretendem construir oleoduto

Por outro lado, o titular do Mirempet, Diamantino Azevedo, lembrou que Angola e a Zâmbia têm um projecto (em estudo) para a construção de um oleoduto.

Os Governos de Angola e da Zâmbia assinaram em Novembro de 2018, em Lusaka, um memorando de entendimento no domínio do petróleo e gás, um documento que pode abrir caminho para a construção de um oleoduto entre os dois países, avaliado em cinco mil milhões de dólares.

O governante angolano afirmou que o projecto está em fase de estudo de viabilidade e que o parceiro está muito interessado, tendo já concluído o seu estudo, assim como garantido o seu financiamento.

Explicou que a Zâmbia já tem experiência nesta matéria com a Tanzânia.

Assuntos Petróleos  

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