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11 Fevereiro de 2020 | 18h40 - Actualizado em 11 Fevereiro de 2020 | 18h39

Comuna do Egipto Praia conta com Centro de Apoio à Pesca Artesanal

Lobito - Dois milhões, quatrocentos e oitenta mil dólares norte americanos é o valor gasto pelo estado na construção e apetrechamento do Centro de Apoio à Pesca Artesanal do Egipto Praia, no município do Lobito (Benguela), inaugurado hoje, terça-feira, pela ministra das Pescas e Mar, Maria Antonieta Baptista.

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O empreendimento ocupa uma superfície de 1242 metros quadrados e conta, entre outros serviços, com uma sala de processamento, tratamento e conservação do peixe, bem como dispõe de um armazém.

Em declarações à imprensa, o coordenador do projecto, Miguel Cabral, explicou que a parte da construção civil custou usd um milhão, oitocentos e trinta mil dólares, enquanto os equipamentos  estão avaliados em 650 mil dólares.

Relativamente aos equipamentos, existe um túnel de congelação com capacidade de 10 toneladas, uma câmara frigorífica para sete toneladas e aguarda-se pela chegada e instalação de dois geradores de 100 Kva cada e dois painéis solares de 250 Kva cada.

Conseguiram emprego directo no referido Centro 80 cidadãos, na sua maioria senhoras, sendo assinalável a obrigatoriedade do uso de equipamentos de protecção individual, composto por tocas plásticas, luvas, aventais e botas.

Segundo o administrador comunal do Egipto Praia, José Manuel faria, os 188 pescadores artesanais da localidade, associados numa cooperativa, estarão mais aliviados e poderão aumentar os seus níveis de captura com a facilidade de aquisição de material e descarga do seu produto no Centro.

“Anteriormente, por falta de material, os pescadores eram obrigados a procurar redes, anzóis, chumbo e gelo na cidade no Lobito para conseguirem trabalhar sem muitos constrangimentos, situação que fica agora resolvida”, explicou.

Por sua vez, a vice governadora para o sector Político, Social e Económico, Deolinda Valiangula, afirmou que este empreendimento vai melhorar as condições de vida não só dos pescadores locais, como também os do Lobito Velho, porque servirá toda aquela área pesqueira.

Questionada sobre a pesca ilegal praticada por  barcos de grande porte que entram nas milhas permitidas aos pescadores artesanais, a governante revelou que o governo provincial criou recentemente uma comissão multi-sectorial para trabalhar no assunto.

“Vamos começar por licenciar os pescadores, tendo como ponto de partida a Baía Farta, e também ajudar a tratar os seus bilhetes de identidade para permitir que apenas angolanos realizem esta actividade”, sublinhou.

No país  existem Centros de Apoio à Pesca Artesanal apenas nas províncias do Zaire, Bengo, Kwanza Sul e Benguela.

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