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13 Fevereiro de 2020 | 13h28 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2020 | 12h02

Ministro da Economia quer BDA ao serviço do sector produtivo

Luanda - O ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, disse esperar que o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) esteja ao serviço do sector produtivo do país e siga as estratégias do Executivo.

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Sérgio Santos, que falava momentos depois de conceder posse ao novo presidente do Conselho de Administração (PCA) do referido banco,  Henda Inglês, referiu que o sector produtivo vê, no  Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND) e no papel do seu novo gestor, uma importância “muito grande”.

Por esta razão, o Ministério da Economia e Planeamento vai acompanhar  a implementação do plano estratégico do BDA e contribuir para a sua melhoria.

Ao ministro, conforta o facto de o BDA ter passado com sucesso no  “crivo” da avaliação da qualidade de activos, feito pelo Banco Nacional de Angola.

De acordo com o governante, o banco tem uma estrutura financeira “robusta”, para ajudar o sector produtivo nacional, não obstante a necessidade da regularização do crédito malparado.

Para  Sérgio Santos, a alteração recente da tutela do BDA, do Ministério das Finanças para o da Economia  e Planeamento,  veio dar  outro sentido de que o banco e  o FND que gere venha servir melhor os interesses do desenvolvimento económico.

Pediu maior colaboração entre trabalhadores e o novo gestor do BDA, para estruturar  esta instituição financeira e ser um banco de desenvolvimento forte”.

O BDA, desde 2006, é gestor  financeiro exclusivo do FND, competindo-lhe administrar e aplicar os recursos do Fundo, nos termos e condições definidas pelo Governo.

Constituem recursos do FND 5% das receitas globais anuais provenientes da tributação sobre a actividade petrolífera, 2% das receitas globais anuais provenientes da tributação sobre a actividade diamantífera e outros recursos de empréstimo financeiro e linhas de crédito captados pelo Ministério das Finanças e repassados ao BDA.

O BDA, no quadro do  Programa de Apoio ao Crédito (PAC), tem disponíveis 25 mil milhões de kwanzas provenientes do FND.

O banco ainda dispõem de 356  mil milhões  de kwanzas da  linha de crédito do Deutsche Bank, para financiar projectos do sector agrícola,  pecuária, comércio, serviços e indústria.

Afinar o BDA

O novo gestor , Henda Inglês, acredita ter  encontrado um banco  com um percurso muito bem feito em termos de  organização interna e que precisa, agora, de ser  “afinado” para corresponder  às exigências  do Executivo, relativamente à materialização  do PDN.

No seu entender, a instituição precisa de agilizar  alguns mecanismos internos a nível  do  processamento do crédito, de modo a corresponder às expectativas dos empresários.

“Sinto que temos ainda uma cultura muito  institucional e é preciso alterar isso num período de tempo curto, para que possamos ser mais ágeis”, reconheceu.

Cumprir e apoiar a implementação do Programa de Apoio ao Crédito (PAC) constitui um dos focos da  nova administração.

Quanto ao crédito malparado, disse que não vão descansar, até que a situação seja regularizada, com a possibilidade de fazer recurso às instituições da Justiça.


 

Assuntos Economia  

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