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10 Abril de 2020 | 15h29 - Actualizado em 10 Abril de 2020 | 22h24

Angola reduz produção de petróleo

Luanda - Angola pode reduzir em 348 mil barris a sua produção diária de petróleo, a partir de 01 de Maio, no quadro de um acordo alcançado esta sexta-feira, pelos países da OPEP e não OPEP, para reduzir 10 milhões de barris da produção mundial.

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Angola reduz em 348 mil barris produção de petróleo

Foto: Angop

O corte na produção, que será de 23% para todos os Estados signatários do acordo, visa equilibrar a oferta e aumentar os preços.

O corte terá como referência o histórico diário de Outubro de 2018, altura em que Angola tinha produção diária de um milhão e 528 mil barris.

Isso implicará uma redução para um milhão e 180 mil barris/dia. A produção actual de Angola é de um milhão e 404 mil barris/dia.

A base de corte dos maiores produtores mundiais, Rússia é Arábia Saudita, vai incidir na produção de 11 milhões de barris/dia.

Nos termos do acordo, esse corte de 10 milhões de barris/dia, que começa a vigorar a 1 de Maio de 2020, terá um período inicial de dois meses (termina a 30 de Junho de 2020).

No período subsequente de 6 meses (de 01 de Julho de 2020 a 31 de Dezembro de 2020), o ajuste total acordado será de oito milhões de barris/dia, que será seguido por outro ajuste de seis milhões de barris/dia, durante 16 meses, isto é, de 1 de Janeiro de 2021 a 30 de Abril de 2022.

Na reunião extraordinária realizada via vídeo conferência, devido os constrangimentos causados pela covid-19, sobretudo na indústria petrolífera, os Estados membros reafirmaram o compromisso de alcançar um mercado petrolífero sustentável e estável.

Apesar do acordo alcançado para redução da produção à escala global, o pessimismo continua a minar o mercado hoje (sexta-feira) e o crude continua a negociar em terreno negativo no intervalo do 31 dólares.

A reunião desta quinta-feira (9), que contou também com a participação de produtores como os Estados Unidos e a Noruega, visou discutir cortes de produção para equilibrar os preços da commodity.

Os ministros de Energia do grupo dos 20 países mais industrializados (G20) realizarão uma teleconferência nesta sexta-feira para discutir como garantir “a estabilidade do mercado”.

Diante da queda da demanda global, decorrente da pandemia do novo coronavírus, os grandes produtores do cartel, encabeçados pela Arábia Saudita, não conseguiram chegar a um acordo sobre novos cortes de oferta no início de Março, o que causou um colapso dos preços.

O cenário não tem precedentes na história. Quando a demanda recuava, os membros da OPEP reuniam-se para equilibrar os preços. Em momentos de excesso de oferta, como aconteceu na última década com o avanço do petróleo de xisto nos Estados Unidos, o cartel também se movimentava para equilibrar o mercado.

Agora, a expectativa é que os preços voltem a caminhar para um nível mais confortável para os produtores.

Somente com a possibilidade de uma reunião positiva, os preços do Brent subiram quase 10% na quinta-feira, para 36 dólares.

Actualmente, os Estados Unidos produzem cerca de 15 milhões de bpd, seguido da Arábia Saudita (12 milhões) e da Rússia (10 milhões).

Assuntos Petróleos  

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