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04 Junho de 2020 | 13h34 - Actualizado em 04 Junho de 2020 | 14h06

Restauração regista prejuízos de mais de Akz 50 milhões

Ndalatando - O encerramento temporário de hotéis e serviços de restauração e similares face ao surto da covid-19 provocou prejuízos de mais de 50 milhões de kwanzas as empresas do sector em Ndalatando, sede da província do Cuanza Norte.

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Namibe: Restaurante do hótel Infotur

Foto: A.Escrivão

Hotéis, restaurantes e similares foram afectados com à pandemia do novo coronavírus e a maioria teve de encerrar ou trabalhar em regime ‘”take away”.

Apesar de nunca ter fechado a 100 por cento, porque havia hóspedes residentes com o regime de pensão completa, isto é, pequeno-almoço, almoço, jantar e dormida, o hotel Terminus de Ndalatando acumulou nesses cerca de dois meses perdas de quase 30 milhões de kwanzas, segundo a directora geral da instituição, Quame Simanta.

“ Foi catastrófico estar fechado quase dois meses. Foi uma situação muito grave para os comerciantes do ramo hoteleiro e de restauração, cuja normalidade demorará a ser reposta. Apesar de não termos fechado na totalidade, como todos os serviços do ramo, estávamos fechados ao público”, admitiu a responsável.

Segundo a mesma, no período pré-covid-19, a unidade hoteleira facturava em média  17 milhões de kwanza/mês, contra os actuais dois milhões por mês, no período de confinamento.

O empreendimento, com  50 quartos, entre suites e quartos duplos, restaurante, com capacidade para 42 comensais, sala de reuniões, entre outros serviços, assegurada por 60 trabalhadores, cobre custos operacionais de cerca de 12 milhões de kwanzas em manutenção e pagamento de salários e sobrevive de receitas próprias.

Não obstante a situação, Quame Simanta garantiu terem sido pagos 100 por cento e com todos os subsídios, os salários aos 60 colaboradores, incluindo os que foram dispensados dos serviços, no âmbito das restrições inseridas nas medidas de prevenção a covid-19.

Sublinhou que apesar da situação da pandemia da covid-19 colocar em risco os postos de trabalho, a unidade hoteleira vai manter os trabalhadores e seus salários,diversificando a sua acção em ofertas de pacotes turísticos em parcerias com agências de viagem e turismo, para captar mais clientes, no âmbito das políticas de turismo natural.

Reconheceu que a província do Cuanza Norte é detentora de enormes potencialidades turística, devido a sua flora e fauna extraordinárias, que bem aproveitadas podem ser um escape para os hotéis e serviços de restauração.

Dificuldades semelhantes viveu o restaurante Oásis, que deixou de arrecadar um milhão e meio de kwanzas/mês durante os cerca de dois meses de estado de emergência, segundo o seu gerente, António dos Santos “Julito”.

 O gestor reconhece que há três meses que não paga salários aos seus 25 colaboradores, devido as dificuldades de tesouraria.

O restaurante, que reabriu em Dezembro de 2019, esteve encerrado quatro anos por dívidas acumuladas de mais de 40 milhões de kwanzas contraídas por alguns clientes, maioritariamente instituições do governo provincial.

O gestor descartou, no entanto, despedimento de trabalhadores, embora pondera renegociar o valor dos salários.

Entretanto, cerca de 80 trabalhadores temporários das Organizações Zulmira, que assume desde Dezembro de 2019 a gestão dos hotéis Miradouros e Camuaxi, assim como a discoteca Swingui, do grupo GEMAC, deverão ser despedidos nos próximos dias, juntando-se aos outros 70 dispensados anteriormente, no âmbito da reestruturação dessas empresas.

De acordo com o sócio gerente da referida organização, Domingos Paulo, esses trabalhadores serão dispensados devido as dificuldades provocadas pelas medidas impostas no âmbito da prevenção da covid-19.

Explicou que, neste momento, a empresa labora com 110 trabalhadores, empregues em duas unidades hoteleiras, que há três meses estão privados dos ordenados.

Do total desses trabalhadores, 80 serão despedidos por via da não renovação dos contratos firmados por tempo limitado, e apenas 20 poderão permanecer para assegurar o funcionamento dos hotéis Miradouro e Camuaxi.

Prometeu pagar os ordenados em atrasos de três meses tão logo estejam ultrapassados os problemas de tesouraria que a empresa vive actualmente.

Dados do Gabinete provincial do Cuanza Norte da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos indicam que a província conta com cinco unidades hoteleiras, 13 hospedarias, seis pensões bem como 44 unidades de restauração e similares.

Até antes do surto da covid-19, o sector empregava 440 trabalhadores, a maioria dos quais privado de salário há pelo menos três meses.

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