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30 Junho de 2020 | 15h44 - Actualizado em 01 Julho de 2020 | 15h16

BPC encerra 53 agências a partir de 13 de Julho

Luanda - Cinquenta e três agências/postos de atendimento do Banco de Poupança e Crédito (BPC) serão encerrados, a partir do dia 13 de Julho próximo, em várias províncias do país.

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Agência do BPC no Moxico.

Foto: David Dias

O banco conta com mais de 370 balcões espalhados pelas 18 províncias do país.

A medida, confirmada esta terça-feira em comunicado do banco, divulgado no Jornal de Angola, enquadra-se no programa de reestruturação e recapitalização da instituição.

A mesma vai abranger agências/postos de atendimento e agências de transferências em  municípios sede das províncias de Luanda, Cunene, Cuanza Sul, Benguela, Huíla, Namibe, Cuando Cubango, Malanje, Uíge, Cabinda, Lunda Sul, Moxico e Bengo.

Conforme o comunicado do BPC, só na província de Luanda, capital do país, serão encerrados mais de 22 agências/postos de atendimento.

Esse passo marca o início do processo de despedimento de pessoal no maior banco público do país, que viu os seus activos deterioram-se nos últimos sete anos, com prejuízos acumulados, até dezembro de 2019, de 404,7 mil milhões de kwanzas.

A redução do pessoal resulta de um conjunto de medidas adoptadas para reduzir os custos operacionais, que actualmente são de longe superiores aos proveitos, segundo o seu presidente André Lopes, numa recente mensagem dirigida aos trabalhadores.

Dado contexto do país e responsabilidade social do BPC, André Lopes prometeu um processo de despedimento gradual e por mútuo acordo com os abrangidos pela medida.

O redirecionamento da força de trabalho, assegurou, obedecerá modalidades de  reforma antecipada, "out charsing" de serviços auxiliares, extinção de postos de trabalho, decorrentes de encerramento de agências, e rescisão contratual por mútuo acordo.

Consciente do momento difícil que o país enfrenta e tendo em conta a responsabilidade social do BPC, o conselho de administração propõe-se a recompensar cada colaborador afectado neste processo, através de um pacote de compensações e benefícios.

Afirmou que isso vai além das indenizações prevista na Lei Geral de Trabalho. Assim, o banco propõe-se em proceder a indenizações calculadas nos termos da Lei Geral de Trabalho e acrescida de uma compensação financeira de 20 por cento.

Os trabalhadores afectados também poderão beneficiar de perdão de crédito, até ao montante global de 15 milhões de kwanzas, desde que contraído até 31 de Março de 2020, concessão de crédito até três milhões de kwanzas, para início da actividade económica e pagamento de duas ações de formação profissional por cada colaborador.

Para os colaboradores a serem abrangidos pelos despedimentos por mútuo acordo, o banco promete a manutenção do seguro de saúde durante seis meses.

Na esteira desse processo, vai despedir um terço da força de trabalho, contabilizada em 4800, o que implicará um esforço de tesouraria de 18 mil milhões de kwanzas.

Além desta e outras medidas, o banco, que vive uma crise crónica de liquidez, definiu uma recapitalização avaliada em 748,3 mil milhões de kwanzas, no período de 2020.

Este ano, no quadro do Plano de Recapitalização e Reestruturação, o Ministério das Finanças disponibilizou já AKZ 163,7 mil milhões em títulos, enquanto o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) vai disponibilizar, nos próximos dias, 396 mil milhões, sendo 15 mil milhões em número e o restante em títulos.

Dentro destes esforços, foi materializada, em Maio último, outra medida, concretizada com a cedência de 80% do capital do crédito malparado do BPC à Recredit.

Assuntos Angola  

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