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29 Junho de 2020 | 17h45 - Actualizado em 29 Junho de 2020 | 17h45

Centro de Pesca Artesanal paralisado por falta de certificação

Sumbe - A entrada em funcionamento do Centro de Apoio à Pesca Artesanal na comunidade das Salinas, zona litoral do Sumbe, província do Cuanza Sul está condicionado a uma certificação do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), na qualidade de instituição financiadora do projecto, apurou hoje a ANGOP

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Um ângulo do Centro de Apoio a Pesca artesanal

Foto: Joaquim Tomás

Câmara frigorifíca do Centro de Pesca Artesanal

Foto: Joaquim Tomás

O Centro permanece encerrado depois de inaugurado em 21 Fevereiro deste ano. O empreendimento foi construído em dois anos e seis meses e custou dois milhões e 824 mil dólares. Ocupa uma área de mais de dois mil metros quadrados com áreas para o desembarque, processamento, conservação e comercialização do pescado.

O projecto tem como componentes, a gestão e monitorização das pescas e ambiente com controlo de qualidade e assistência técnica do Fundo das Nações Unida para Alimentação e Agricultura (FAO), formação, desenvolvimento de infraestruturas e gestão de projecto.

Esta situação condiciona, igualmente, 80 empregos directos.

“ Há procedimentos que dependem da entidade financiadora e que está a ser tratado junto ao BAD, condicionando desta maneira o uso das infra-estruturas e as valências que o centro tem em benefício dos pescadores artesanais”, disse o chefe de departamento para o sector pesqueiro, do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas do Cuanza Sul, Fernando Sanito.

Situado na comunidade das Salinas, a infra-estrutura tem disponível câmara de conservação com capacidade para 15 toneladas com uma autonomia de sete a oito horas, fábrica de gelo para produção de sete toneladas, secadeira, conservação, embalagem, comercialização e representa um impulso à pesca artesanal.

Insatisfação dos Pescadores artesanais

O soba da comunidade, Aníbal António considera  inconcebível que um empreendimento que muita falta faz à comunidade piscatória permaneça fechado depois de inaugurado. 

“ Isto é preocupante, porque bloqueia empregos e desincentiva a pesca em grande escala, tendo em vista que os armadores de rapa e pesca em linha tinham o centro como um suporte tendente a conservação e comercialização do pescado capturado com todos requisitos de sanitários”,sublinhou o também pescador artesanal.

Esta situação, de acordo com Aníbal António, afecta, igualmente o centro de salga e secagem do peixe que ocupa uma área de 800 metros quadrados com uma capacidade de 16 toneladas de peixe por semana entregue as mulheres processadoras do pescado que receberiam o peixe a partir do Centro de Apoio à Pesca Artesanal.

O mesmo integra uma nave com quatro secadores construídos de raiz, que custou ao Governo do Cuanza Sul 17 milhões de Kwanzas, no quadro das Despesas de Apoio ao Desenvolvimento (DAD).

 O pescador José Marcos realçou que deve ser revista e solucionada rapidamente as causas que levaram a paralisação depois de inaugurado o Centro.
 
“ É o primeiro Centro que ganhamos e em muito pode contribuir para o desenvolvimento. A comunidade pesqueira têm oportunidade de recorrer às boas práticas de processamento do pescado de tal maneira que os clientes saiam satisfeitos com a existência do equipamento", disse o interlocutor.

Rosa Domingos sublinhou que “ o centro dá-nos uma maior garantia em termos de higienização de tal formas que compramos o peixe em perfeitas condições, uma vez que o centro tem estas condições todas”.

“Procuramos sempre a qualidade do pescado e este centro oferece uma maior segurança alimentar - o peixe fresco”, destacou. 

Deolinda António avançou que “ o peixe adquirido fora das instalações (de um centro) normalmente vem com muita areia e fica expostos largas horas ao sol o que pode ser prejudicial à saúde humana”.

Desempenho da Pesca Artesanal

A  captura de pescado na província do Cuanza Sul é assegurada, desde o primeiro semestre de 2019, pela pesca artesanal, por falta de um porto pesqueiro e uma ponte cais para acostagem e descarga de embarcações semi-industrial.

Em 2019, a pesca artesanal capturou 13 mil e 142 toneladas de pescado diverso, uma redução de oito mil e 472 toneladas em relação ao período anterior.

Os empregos caíram de dois mil e 901 para mil e 919, com recurso a 865 embarcações. No mesmo período foram licenciadas nove novas embarcações e renovadas as licenças de outras 59.

Cuanza Sul tem uma zona costeira de 178 quilómetros lineares que abrange os municípios do Sumbe e Porto Amboim.

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