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02 Julho de 2020 | 13h31 - Actualizado em 07 Julho de 2020 | 13h06

Navio pesqueiro apreendido com 800 toneladas de carapau

Lobito - Um navio pesqueiro de grande porte, de fabrico russo, foi apreendido hoje, quinta-feira, na baía do Lobito, província de Benguela, com 1250 toneladas de peixe diverso, entre as quais 800 de carapau, cuja captura está proibida no período entre Junho e Agosto.

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Benguela: Interior do Navio apreendido com 800 toneladas de Peixe Carapau

Foto: Carlos Benedito

Benguela: Navio apreendido com 800 toneladas de Peixe Carapau

Foto: Carlos Benedito

O navio “Olutorsky”, licenciado pelas autoridades angolanas para a actividade de pesca por arrasto pelágico, escalou o Porto do Lobito para fazer a baldeação do pescado, a fim de ser transportado por um outro, para Luanda.

Segundo o director provincial da Agricultura e Pescas, José Gomes da Silva, a tripulação cometeu duas infracções, a primeira das quais relacionada com a captura do carapau no período de veda, que vai de 01 de Junho a 31 de Agosto, e a segunda por falsificação de dados, pois os documentos faziam referência a captura de peixe “cavala”.

Questionado sobre os passos subsequentes, o director confirmou a tramitação do processo de apreensão e afirmou que o destino do pescado dependerá da decisão do Governo Provincial.

O navio, que navega sob bandeira camaronesa, tem 104,50 metros de comprimento e um calado de 16 metros. A sua tripulação é composta por 90 elementos, entre russos e ucranianos.

Por sua vez, o responsável do Centro Regional de Fiscalização Pesqueira e Aquicultura, Anjo da Costa, revelou ser a primeira vez, este ano, que acontece a apreensão no Lobito de um navio pesqueiro daquela envergadura.

Conforme disse, o armador corre o risco de pagar pelas duas infracções, uma multa que pode rondar acima dos 20  milhões de Kwanzas.

“Temos apreendido, com frequência, embarcações artesanais por diversas infracções. Neste momento, temos sete embarcações sob nossa custódia”, garantiu o responsável do Centro Pesqueiro.

As infracções cometidas por pescadores artesanais estão relacionadas com a transgressão das milhas estipuladas pelo ministério, cerca de quatro, falta de documentos e de pagamento das taxas, bem como a ausência de equipamento de segurança.

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