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11 Julho de 2020 | 13h18 - Actualizado em 11 Julho de 2020 | 13h21

Bengo prevê colher 200 toneladas de café

Caxito - Duzentas toneladas de café é a previsão para a presente campanha na província do Bengo, uma cifra que supera as 171 colhidas em 2019.

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Planta de Café

Foto: Foto divulgação

Na abertura da campanha da colheita de café, realizada sexta-feira, na fazenda Kissamba-Lumbo, no município do Pango Aluquém, a governadora do Bengo, Mara Quiosa, realçou que essa previsão ilustra o trabalho desenvolvido pelos cafeicultores da região.

Disse que o Bengo continua a receber investidores nacionais e estrangeiros com comprovada capacidade financeira para investir no sector do café, mas têm encontrado constrangimentos por falta de terras.

Para inverter o quadro, o governo do Bengo criou uma comissão para “libertar” essas terras e ceder a pessoas que de facto querem dar utilidade aos espaços.

“Estamos igualmente a melhorar alguns troços de acesso a essas fazendas, porque somente com boas vias de comunicação veremos facilitado o escoamento da produção do campo para os grandes centros comerciais”, referiu a governante.

Por sua vez, o administrador municipal do Pango Aluquém, José Falo, disse que o relançamento da produção do café é uma tarefa que não pode ser feita apenas pelo Governo ou pelos empresários, mas deve contar com o envolvimento da população, dos técnicos especializados e investigadores.

Durante o ano de 2019, o Governo de Angola potenciou essas fazendas da província do Bengo com 39 mil mudas de café na perspectiva de aumentar o nível de produção e servir de instrumento de combate à pobreza, nas comunidades rurais.  

No Bengo, das 297 fazendas cafeícolas cadastradas na província, apenas 38 encontram-se em pleno funcionamento, das quais dez estão localizadas no Pango Aluquém.

Preço do café

Enquanto isso, os produtores de café no município do Pango Aluquém reclamam do baixo preço do produto no mercado e ameaçam abandonar a produção caso a situação prevalecer.

Almeida Gondo Solo, proprietário da Fazenda Veleira, disse que actualmente os compradores ditam o preço no mercado, o que está a causar imensas dificuldades aos produtores.

Revelou que, em 2019, vendeu o quilograma de café a 130 kwanzas, preço que não compensa o esforço da produção.

Este ano produziu apenas em 26 hectares por falta de meios, mas até ao fim deste ano pretende atingir 100 hectares.

Celestino de Carvalho, da fazenda Kissamba-Lumbo, disse que em três anos produziu 60 sacos de café que foram vendidos a um preço que não o satisfaz (130 kz o quilograma) e sugere que o valor oscile entre 400 e 600 kwanzas o quilograma.

Já o comprador de café Moisés Domingos considerou o negócio do café rentável e justificou que a baixa do preço deve-se à pouca saída do produto.

Em 2019 comprou 22 toneladas nos Dembos, Bula Atumba e Pango, que depois foram encaminhadas para Luanda onde vendeu grande parte aos exportadores e o remanescente ficou para o consumo interno.

Assuntos Café   Província » Bengo  

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