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13 Julho de 2020 | 13h27 - Actualizado em 14 Julho de 2020 | 22h50

IDF veta exploração de madeira a cinco empresas

Cabinda - O Instituto de Desenvolvimento Florestal em Cabinda proibiu cinco empresas locais de explorarem madeira, durante época florestal 2019/2020, por não reunirem os requisitos necessários do regulamento florestal.

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Cabinda: Industria tranformadora de madeira ´CEMAC` com capacidade para serrar cerca de 100 m3 de madeira por dia

Foto: Pedro João

Cabinda: Industria tranformadora de madeira ´CEMAC` com capacidade para serrar cerca de 100 m3 de madeira por dia, paralizada a mais de um ano, equipamento pode deteriorar

Foto: Pedro João

Trata-se das empresas CEMAC, RS, Mabaya Mangola, AFA, AFOTO e Empreendimentos Florestal, bem como outras ligadas à produção de carvão, que, durante uma inspecção da Comissão Técnica do IDF, efectuada em 2019, detectou irregularidades constantes no regulamento sobre exploração florestal.

O regulamento prevê que todas as empresas de exploração de madeira devam possuir uma licença de exploração, quadro fiscal regularizado, certidão comercial, documento que atesta a idoneidade em termos de organização, capacidade financeira e técnica, entre outros requisitos.

A propósito da situação destas empresas, a directora do IDF em Cabinda, Maria de Sousa, justificou que, das 13 empresas existentes em Cabinda, muitas não reúnem esses requisitos, daí a proibição de cinco, por cumprirem com todos os requisitos exigidos por lei.

Explicou que foram autorizadas apenas a continuar a actividade de exploração para a época de 2020 as empresas HALL-Abílio de Amorin, APN-Pereira Neves, MNBA-Maria de Lourdes Amorin e SIDEMA.

Acrescentou que todas as empresas que não reúnem as condições exigidas pelo regulamento não vão ter licença de exploração de madeira, mesmo aquelas que possuem serrações.

Em Cabinda, existem três empresas com serrações, designadamente HALL- Abílio de Amorin, APN-Pereira Neves, SINDEMA e CEMAC, esta última instalada no Norte do Belize, enquanto outras no município-sede e na vila de Buco Zau.

A CEMAC, com serração no Belize, está vetada a explorar madeira, por não reunir as condições exigidas pelo Decreto Presidencial 171/18, de 23 de Julho, mas pode transformar madeira em torro em serrada, adquirindo toros às empresas licenciadas.

Ouvido pela Angop, o proprietário da empresa Central de Madeiras de Cabinda (CEMAC), Bernardo da Silva Gomes, disse estar desapontado pela forma como foi feita a avaliação pela Comissão do IDF, alegando não haver na empresa as condições para a actividade de exploração de madeira em Cabinda.

Referiu que a CEMAC conta com uma serração, com capacidade instalada de 100 m3 dia. Emprega 70 trabalhadores, dos quais 50 na área de corte (exploração) e 20 na área da indústria.

A empresa foi criada com o objectivo de ultrapassar a carência de madeira serrada no município de Belize perante as empresas de construção civil, no seio da população local.

Referiu que a empresa continua a adquirir meios como máquinas novas no mercado de Ponta Negra (Congo Brazaville), como um tractor de tipo Bulldozer, monta-cargas, Skider, além dos que estão a ser recuperados na cidade de Cabinda, que servem para a actividade de exploração.

O IDF tem renovado licenças de exploração da madeira de Maio a Outubro, período de exploração.

Para além do petróleo, a província de Cabinda tem a madeira como a segunda maior riqueza que se encontra na vasta floresta do Maiombe, que inicia desde a zona de Nhuca (Buco-Zau) até ao Miconje (Belize).

Tem como espécies raras Ndianunu, Kambala, Tola Branca e Livuite.

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