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30 Julho de 2020 | 17h09 - Actualizado em 31 Julho de 2020 | 09h57

Governo da Lunda Norte quer dinamizar comércio na fronteira

Dundo - O governo da Lunda Norte, em parceria com comerciantes, vai criar infra-estruturas comerciais ao longo das localidades de Tchicolondo e Tchissanda, zonas fronteiriças com a República Democrática do Congo (RDC), para dinamizar as trocas comerciais e evitar a fuga ao fisco.

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O anúncio foi feito hoje, quinta-feira, pelo director do Gabinete Provincial de Desenvolvimento Económico Integrado, Luís Quitamba, quando falava à imprensa a propósito do impacto da Covid-19 nas trocas comerciais ao longo das fronteiras, acrescentando que foram identificados os espaços para a criação de uma cadeia de infra-estruturas para a prática do negócio organizado.

As administrações municipais de Cambulo e Chitato, onde se regista o maior volume de negócios, terão apenas a responsabilidade de limpar e lotear os espaços aos empresários ou comerciantes, a fim de construírem lojas e/ou armazéns.

Fez saber que a instituição está a negociar com as agências bancárias que operam na Lunda Norte a abertura de balcões nas referidas fronteiras para dinamizar o pagamento de impostos por parte dos comerciantes.

A medida visa, de acordo com o responsável, combater a fuga ao fisco, o contrabando de combustível, o câmbio ilegal de moeda, tornar eficaz e dinâmico a exportação de produtos e fiscalizar procedimentos.

Na opinião da mesma fonte, não se pode admitir que sendo o Tchicolondo considerado como segunda fronteira depois do Luvo, que em termos de transacções comerciais gere mais receitas, esteja desprovido de instituições bancárias, lojas e outras infra-estruturas para operações comerciais organizadas e controladas.

Sem avançar números, Luís Quitamba fez saber que a falta de infra-estruturas comerciais e de agências bancárias nas referidas fronteiras, o país tem perdido receitas, devido a fuga ao fisco, daí a necessidade de se criar infra-estruturas necessárias para combater o fenómeno.

Nas fronteiras de Tchicolondo e Txissanda os produtos mais exportados para a RDC são o açúcar de cana, farinha de trigo, cimento, chapas de zinco, varões, roupa usada, farinha de milho, detergentes, massa alimentar, peixe congelado (sardinha), sal iodizado, água mineral, óleo de soja e utensílios de plástico.

O  óleo de palma, a fuba de mandioca, fúmbua e amendoim (ginguba) são os mais importados.

A província partilha 770 quilómetros de fronteira com a RDC, dos quais 550 terrestre e 220  fluvial.

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