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06 Agosto de 2020 | 18h59 - Actualizado em 07 Agosto de 2020 | 11h49

BNA repudia testes às novas notas de kwanza

Luanda - A primeira semana de circulação da nova nota de 200 kwanzas da série de 2020, no mercado desde 30 de Julho último, ficou marcada por actos de "vandalismo", que podem comprometer a durabilidade das cédulas.

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Nova nota de 200 Kwanzas

Foto: Divulgação

Conforme o chefe do Departamento do Meio Circulante do Banco Nacional de Angola, Sebastião Banganga, algumas pessoas estão a testar de forma incorrecta a durabilidade das cédulas, levando à sua destruição.

Essa prática configura transgressão à Lei 16/10, de 15 de Julho, passível de punições pelas autoridades competentes do Estado angolano.

Ao abrigo desse instrumento jurídico, apenas o Banco Central tem competência para destruir notas, decorrente do processo de saneamento, pelo que a instituição repudia a prática da destruição das cédulas pelos cidadãos.

De acordo com Sebastião Banganga, que falava à ANGOP, nesta quinta-feira, as novas notas são feitas de um material mais resistente do que as anteriores, mas não se aceitam os testes que têm sido feitos, susceptíveis de destruir as cédulas.

"Apesar de o material de fabrico oferecer mais resistência, devem ser conservadas correctamente, não sendo recomendável a realização de testes que as danifiquem ou  destruam", declarou.

As notas de 200, tal como as de 500, 1.000 e 2.000 kwanzas, que entrarão brevemente no mercado, são produzidas em substracto de polímero, um material semelhante ao plástico.

Segundo o Banco Nacional de Angola (BNA), integram elementos inovadores de alta segurança e oferecem maior durabilidade média, quatro vezes superior à das notas de papel.

Apenas a nota de 5.000 é feita em substracto de algodão, mas igualmente com a incorporação dos  mesmos elementos de segurança. 

Com a adopção do novo material, o Banco Central garante a redução significativa dos custos associados à reposição de notas degradadas e cumpre o desígnio de fornecer ao público cédulas com a qualidade necessária.

As novas notas entrarão em circulação, de modo progressivo, sendo que a primeira, de 200 kwanzas, está no mercado desde 30 de Julho último.

Em Setembro, será introduzida a nota de 500 kwanzas, em Outubro a de 1.000 kwanzas, em Novembro a de 2.000 kwanzas e em Janeiro de 2021 a de 5.000 kwanzas, em conformidade com a Lei n.º 7/20, de 30 de Março, que autoriza a respectiva emissão e colocação em circulação pelo BNA.

Estas cédulas circularão em simultâneo com as notas da Série 2012, continuando estas a ser válidas e aceites como meio de pagamento, sem restrições, não sendo necessário proceder à sua troca ou substituição pela série 2020, enquanto se procede à sua retirada paulatina de circulação.

Após algum tempo, passarão a circular apenas as notas da nova série de 2020, que trazem vários elementos inspirados na identidade cultural do país, tendo como imagem central e comum a efígie de António Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, ao contrário das outras, que trazem o rosto de dois ex-Chefes de Estado.

De acordo com o chefe do Departamento do Meio Circulante do BNA, a sede e as delegações regionais têm notas de 200 kwanzas suficientes, que têm sido disponibilizadas aos bancos comerciais e estes aos seus clientes.

Assuntos Angola  

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