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04 Agosto de 2020 | 09h43 - Actualizado em 04 Agosto de 2020 | 09h43

Candidaturas para fábricas têxteis terminam em três dias

Luanda - A apresentação de candidaturas para o concurso público de privatização, na modalidade de cessão do direito de exploração e gestão, de três unidades industriais têxteis, em Angola, termina sexta-feira próxima.

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Nova Textang II

Foto: Pedro Parente

Trata-se das unidades industriais têxteis Comandante Bula  (ex-SATEC), localizada na província do Cuanza Norte, a África Têxtil, em  Benguela e a Textang, em Luanda.

De acordo com o Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE), que não avança datas no seu comunicado a que a Angop  teve acesso, terminado o prazo da apresentação das candidaturas, os interessados poderão visitar os empreendimentos à venda para a sua avaliação.

Estado das têxteis

Uma das preocupações do Executivo angolano, através do Ministério da Energia e Água, é  instalar  energia da rede pública para as unidades têxteis em privatização, com vista a reduzir os custos operacionais.

A unidade fabril Comandante Bula, no Cuanza Norte, apesar de ter sido equipada, nunca inaugurada, desde 2013.

Instalada numa área de 90 mil metros quadrados, esta unidade tem capacidade para produção de 180 mil peças/mês,  150 mil de t-shirts pólo e 480 metros/mês de tecido denim.

Equipamentos e maquinarias, como abridor de fardos, carda, passador, penteadeiras, macaroqueira, filatórios de anéis e bobinadeira, estão instaladas no local.

Um grupo de 400 técnicos foram formados, na altura, para o efeito, e muitos aguardam pela abertura do "mostro adormecido".

Já a Textang Il está instalada na zona industrial do Cazenga.

A mesma tem  em  stock  uma qualidade elevada de matéria prima (algodão)  e algum stock em produto acabado, tecidos.

Inaugurada, em 2013, a fábrica  tem capacidade instalada para produção de seis milhões de metros/ano de tecido para uniforme e três milhões/ano de tecidos para camisas.

Esta unidade produção equipada com meios diversos está instalada numa área de 109 mil 270 metros quadrados.

Outra unidade em privatização é a África Têxtil, instalada na zona industrial do Cavaco, em Benguela.

Em 2018, a fábrica chegou à exportar 450 toneladas de fio (produto intermédio) para Portugal e 60 toneladas para a China.

Os principais clientes nacionais de produtos acabados são a Clínica Girassol (uniformes) e o Hospital Sanatório do Huambo (lençóis e cobertores).

A África Têxtil é a única das unidades têxteis que tem produção de quatro linhas de produtos, entre os quais,  toalhas, cobertores de algodão e lençóis.

Para o funcionamento desta, a fábrica tem um custo de material (algodão e insumos )  estimado em três milhões de dólares por semestre.

Com a entrada em acção das três unidades, Angola poderá ver reduzida a importação de roupa nova e usada (fardo).

Em 2019, Angola despendeu 170 milhões de dólares em roupa nova importada e 65 milhões em roupa usada.

Assuntos Angola  

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