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13 Agosto de 2020 | 17h39 - Actualizado em 13 Agosto de 2020 | 17h39

Empresas e estabelecimentos de Benguela começam a ser recenseados

Benguela - O Recenseamento de Empresas e Estabelecimentos (REMPE), na província de Benguela, terá início nesta sexta-feira (14), no município sede, informou hoje, quinta-feira, o director do Serviço Provincial do Instituto Nacional de Estatística, José Maria.

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Logotipo do Instituto Nacional de Estatística (INE)

Foto: Divulgação

Em declarações à Angop, o responsável disse que o processo, com duração de seis semanas, será extensivo aos demais nove municípios da província, estando já traçada uma estratégia para o desdobramento das equipas.

Avançou que o recenseamento prevê uma presença regular e contínua das equipas de campo, estando disponível para o efeito 26 agentes, dos quais cinco supervisores de campo e duas supervisoras comerciais. 

Quanto ao número de empresas e estabelecimentos a serem recenseados, José Maria considerou ser uma contagem exaustiva para se saber na realidade quantas existem na província, daí não haver uma estimativa daquelas por cadastrar. 

“O recenseamento vai decorrer nos 10 municípios da província, até nas zonas mais recônditas, desde que exista um estabelecimento ou empresa”, afirmou o director.

José Maria deu a conhecer ainda que para esta acção, o INE já não vai usar o sistema tradicional de recolha de dados em folha A4, mas sim tabletes, e que contam com a colaboração da classe empresarial para o sucesso efectivo da actividade. 

Quanto ao orçamento, referiu ser difícil avançar valores, uma vez que as actividades estatísticas no país conheceram um interregno devido a recessão económica, mas, fruto de um financiamento (crédito) do Banco Mundial de cerca de 62 milhões de dólares, foi possível o relançamento dessa actividade. 

Este valor, acrescentou, é global e centralizado, e vai abranger projectos nacionais divididos em várias actividades como o recenseamento agro-pecuário e pesca que inicia já domingo, o inquérito Emprego Angola, de Empresas, entre outros. 

José Maria avançou que as condições técnicas, logísticas, materiais e humanas estão garantidas, uma vez que o projecto deveria começar em 2019. 

“Tudo está acautelado, não havendo dificuldades de momento para que a actividade conheça o seu início nesta sexta-feira (14)”, disse o director, para quem o sucesso desta iniciativa depende da colaboração dos empresários, principal força motriz no desenvolvimento económico. 

Explicou que o REMPE é uma operação estatística que consiste na recolha, tratamento, análise e difusão de dados sobre todas empresas e estabelecimentos, visíveis e físicos, que exerçam a actividade económica em Angola, independentemente da sua situação legal, cuja primeira fase decorreu recentemente em Luanda.

O recenseamento, disse, é uma iniciativa essencial para um conhecimento mais numeroso e detalhado sobre a estrutura empresarial vigente em Angola, tem como vantagens a identificação geo-referencial do universo de empresas e estabelecimentos com actividades económicas no país e a actualização dos ficheiros das unidades estatísticas empresariais que servem de base para extracção de amostras em termos económicos. 

Notou, igualmente, que o REMPE vai melhor os conhecimentos sobre o sector informal e as suas ramificações, o nível empresarial no país, gerar informação para formulação de estratégias e políticas de desenvolvimento e determinar o volume de emprego e sua repartição por género.

Avaliar o grau de aproveitamento das tecnologias de informação e comunicação, bem como a existência de políticas de gestão ambiental, dentre outros, são os objectivos deste processo.

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