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08 Setembro de 2020 | 18h12 - Actualizado em 08 Setembro de 2020 | 18h12

Angola dá passos para digitalizar dados da agricultura

Luanda - O Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) está a apoiar Angola a digitalizar os dados dos subsectores da agricultura, pescas e sistemas de produção rural, para identificar os principais desafios e oportunidades no contexto actual.

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Com base em softwares já criados e financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), uma das apostas é a digitalização das Escolas de Campo de Agricultores (ECAs), sob gestão do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).

De acordo com dados  divulgados  nesta terça-feira, no webinar sobre “Digitalização da Agricultura Familiar e Pescas”, numa promoção do Governo de Angola com o apoio da FAO, o país conta com mais de  três mil e 84 ECAs já  inseridos na plataforma digital, que visa melhor a gestão e monitoria dos sistemas de extensão rural.

O evento dá sequência a aprovação, recente,  pelo Executivo, do plano de aceleração da Agricultura Familiar e da Pescas, que visa  o aumento da produção nacional como medida de resiliência para reduzir o impacto socioeconómico da pandemia da COVID-19.

Nas referidas escolas de campos dos agricultores, com base nos projectos que contam com o apoio da FAO, serão partilhados conhecimentos para o fomento da agricultura, em tempo real, melhorando as práticas de cultivo e produção, caracterização dos solos, informação estatística e como fazer negócio após colheita.

Quanto às pescas, a FAO apresentou  o “ Open Artfish”,  uma ferramenta, igualmente digital, que vai permitir a melhor  gestão e  monitoria de procedimentos operacionais na recolha de dados estatístico da pesca artesanal em Angola, actividade que contribui com 35% do pescado consumido no país.

Para este projecto, já foram adquiridos 14 computadores, com os respectivos softwares instalados, que serão distribuídos nas províncias localizadas ao longo da faixa do litoral, de acordo com a oficial de programas da FAO em Angola, Esperanza Justiz.

De acordo com a secretária de Estado das Pescas, Esperança  Costa, que procedeu à  abertura do evento, nos meses de Junho e Julho deste ano,  foram formados os primeiros formadores, que  vão partilhar o processo de formação nas várias províncias do país, visando a amostragem para da pesca marinha e para a continental.

Para Esperança Costa, a pesca artesanal constitui um subsector para o fomento e desenvolvimento da produção pesqueira, que congrega muitas famílias  que contribuem na diversificação da economia nacional e redução  da pobreza.

Por isso, acrescentou, a digitalização da agricultura familiar  e pescas vai fomentar o acesso à  informação, que no seu entender  é imprescindível  oportunidade para pequenos agricultores e pescadores.

“As tecnologias de informação e comunicação podem maximizar o impacto dos serviços existentes de extensão rural, serviços financeiros e programas de protecção social”, admitiu Esperança Costa.

Os instrumentos digitais, acrescentou, facilitam o acesso a mercados, informações e oportunidades de empreendedorismo, melhoram o ambiente de negócio, quer no âmbito da agricultura quer no âmbito da pesca e da aquicultura.

A representante da FAO em Angola,  Gherda Barreto, garantiu apoio  às escolas  de campo para fortalecer  a geração de dados  em sistemas de informação sobre a produção  agrícola  das diversas províncias  do país.

Sistemas  digitais, como de análise  de preços  de alimentos, de gestão e monitoramento  da produção e distribuição aos mercados, bem como de acesso  ao aglomerado digital para pequenos produtores, foram apresentados neste evento, que contou com representantes de varias províncias e do exterior, como Roma, Itália.

A FAO apresentou ainda este encontro ferramentas  digitais  para criação  de mapas  interactivos, analise de tendências  e identificação de “gaps” e oportunidades  na agricultura em tempo real,  bem como uma  proposta de base de dados  geoespacial Angola, para uma agricultura de precisão e pescas.

Dados apontam que a  agricultura familiar representa mais de 80% da produção agrícola nacional com uso de  cerca 92% das terras cultivadas. 

A agricultura familiar em Angola contribui com uma produção de cerca de 81% dos cereais, 92% das raízes e tubérculos, 89% das leguminosas e oleaginosas, 85% da carne e 30% do peixe.


 

Assuntos Agricultura  

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