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17 Setembro de 2020 | 19h52 - Actualizado em 17 Setembro de 2020 | 19h52

Portos devem servir para transbordo de mercadorias em África

Luanda - O ministro dos Transportes, Ricardo D'Abreu, declarou esta quarta-feira ser pretensão do governo fazer dos portos angolanos verdadeiras plataformas logísticas regionais, para o transbordo de mercadorias africanas.

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Vista parcial do Porto do Lobito

Foto: Alberto Juliao

Segundo Ricardo de Abreu, hoje a actividade dos portos nacionais está mais virada para a importação e exportação de bens, quando deviam servir de plataformas logísticas nacionais e  regionais, articulados com o  caminho de ferro de Benguela.

Actualmente, os portos do Lobito (Benguela), de Luanda,  do Tombwa (Namibe), Soyo ( Zaire) e Porto Amboim ( Cuanza Sul) são utilizados apenas para satisfazer as necessidades  internas.

Na visão do ministro, esses portos deviam ser utilizados  como infra-estruturas de transbordo de mercadorias para a sub-região e outras áreas do continente.

Ricardo de D'Abreu, que foi convidado, quarta-feira, no webinar sobre  “Infra-estrutura Resiliente e Industrialização Sustentável"  uma  iniciativa da Academia Santa Catarina, reconheceu que, no contexto de diversificação da economia, os portos de Angola precisam alargar  a sua  actuação e alterar a sua prestação.

“Precisamos de diversificar a actividade dos portos, pois temos um litoral de  mil e 600 quilómetros e não existem privados de renome e dimensão mundiais  a operar em todos os  portos",   observou.

De acordo com o governante,  pretende-se desenvolver plataformas logísticas, fazendo ligações com o interior e com os países da região, sem acesso ao mar.

Para o efeito, acrescentou,  será necessário desenvolver-se as capacidades ferroviárias existentes, ligando aos países vizinhos, como o Congo Democrático e Zâmbia (ligação com o Caminho de Ferro de Benguela), Congo Brazzaville e outros países.

O Ministério dos Transportes pretende acelerar o processo que visa lançar as concessões  nos seis  portos do país, estando alguns já em condições de começar as suas operações, além da melhoria das interligações.

Por via deste processo de concessão, o sector prevê  desenvolver as infra-estruturas intermodais, na articulação com os  caminhos-de-ferro.

“Uma das iniciativas que vamos lançar, será a concessão do Corredor do Lobito, incluindo o caminho-de -ferro  de Benguela, uma infra-estrutura familiar ao Reino Unido, criada por Robert William.

A concretizar-se, o Ministério dos Transportes estaria a  pôr em prática o Plano Director Nacional do Sector de Transportes e Infra-estruturas Rodoviárias, que deve ser aprovado ainda este mês de Setembro.

Assuntos Angola  

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