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29 Janeiro de 2002 | 17h46

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O novo reitor da UAN, João Teta, e o ministro da Educação e Cultura, Burity da Silva

Foto: Foto Angop

Luanda, 29/01 - O ministro da Educação e Cultura,António Burity da Silva, disse hoje em Luanda, que a sociedade deve encarar o ensino superior em Angola como um objecto seguro para aconstrução nacional.

O governante fez esta consideração ao intervir no acto de tomadade posse do novo Reitor da Universidade Agostinho Neto (UAN), JoãoTeta.

Burity da Silva sublinhou que UAN deve participar activamente na transformação da sociedade, na modernização económica e na melhoriados recursos humanos da pátria, para que os angolanos tenham um padrão de vida mais elevado.

O ministro salientou ainda que é obrigação de todos colaborar norelançamento da Universidade Agostinho Neto, embora o papelfundamental caiba a própria UAN que deve decidir o seu futuro, ganhar espaço de exercício da autonomia, determinar as suas fronteiras e caminhar certo com as próprias pernas.

O titular do MEC adiantou também que a UAN deve analisar evalorizar os seus recursos, equacionar as tácticas e estratégias edefinir a cooperação nacional e internacional vantajosa para o seuobjecto social.

Burity da Silva é de opinião que a UAN deve ser dinâmica ao desenvolver o estudo sectorial do ensino superior no país, começando pelas questões pedagógicas, a investigação científica, oapoio social aos estudantes, as bibliotecas e aos sistemas deinformação.

Para o titular da pasta da Educação em Angola, a UAN não deve sermeramente uma agência de modernização mas também um veiculo quepermite dominar os recursos intelectuais e técnicos que são os meiospara atingir essa mesma modernização.

Informou que o estado criará as condições envolventesfundamentais para o funcionamento da uan, atendendo ao facto damesma possuir autonomia e mecanismos de auto-regulação para produzir os resultados que se espera.

Para o ministro da Educação e Cultura é necessário aumentar o financiamento público à Universidade Agostinho Neto, já que asociedade deve estar ao lado daqueles que consideram a educação comoum investimento seguro, numa altura em que o MEC está em vias deconcretizar a sua lei de base que terá reflexos a todos os níveisde ensino.

Salientou a necessidade de se estabelecer políticas de apoio aonível institucional e nacional e aderir ou implementar a convençãode Arusha de 1981, que prevê os mecanismos de reconhecimento dosdiplomas, certificados e títulos académicos em África, os planoscurriculares mínimos das universidades e facilitar a mobilidade dosdocentes e discentes a nível do continente.

Com a tomada de posse de João Teta, como o segundo reitor daUAN eleito, encerra-se assim a segunda fase do processo eleitoralque terá o seu fim com a eleição ou designação dos directores dasfaculdades que compõem o corpo orgânico da única UniversidadePública de Angola.

A ocasião serviu igualmente para a apresentação do balanço das actividades da comissão de gestão, que hoje cessou as suas funçõesde reitor interino da Universidade Agostinho Neto, desde a 28 deOutubro de 1999.

Assim, o professor Mário Frestas, membro desta comissão enumerou entre outras acções a aprovação e publicação do novo estatutoorgânico da UAN como documento regulador de toda a comunidadeuniversitária.

A criação do núcleo do Isced no Kwanza-Sul, que marca a instauração do ensino superior nesta província, a instituição de umnovo núcleo de estudos de investigação científica e pós-graduação noLubango, fazem igualmente parte das acções desenvolvidas pelacomissão de gestão.

A equipa liderada por Mário Frestas projectou também novoscentros de estudos angolanos e africanos no Isced do Lubango e deLuanda, respectivamente.

Mário Frestas referiu-se também a assinatura de acordos,contratos e protocolos com várias instituições internacionais nosdomínios dos estudos de pós-graduação, mestrado e doutoramento, assim como para a preparação da futura cidade universitária.