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13 Janeiro de 2018 | 10h00 - Actualizado em 15 Janeiro de 2018 | 07h50

Abandono escolar no IMA preocupa responsáveis da instituição

Ndalatando - Quase metade dos 520 alunos da 10ª a 12ª classe matriculados em 2017 no Instituto Médio Agrário (IMA), na província do Cuanza Norte, desistiram das aulas.

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Directora do IMA, Luciana Celestino Malundo

Foto: Diniz Simão

Segundo a directora da instituição, Luciana Garcia, em declarações hoje (sábado) à Angop em Ndalatando, apenas 220 alunos da 10ª a 12ª classe matriculados nos cursos de recursos florestais, produção animal e vegetal desistiram por diversos motivos.

Apesar do grau de aproveitamento ser considerado de positivo, com 80 por cento de aprovações, a responsável manifestou-se preocupada com o número de alunos que abandonaram as aulas.

A falta de transporte de alunos da escola ao centro da cidade de Ndalatando e vice-versa, num percurso de 12 quilómetros, foi apontada como uma das causas.

"A falta de transporte é um indicador e é quase certeza que tem influenciado nos casos de abandono e reprovação, dada a distância que separa a escola ao centro da cidade, de onde são provenientes quase todos os alunos", sublinhou.

Disse que o único autocarro que a instituição dispõe, desde a sua inauguração em 2008, já não funciona devidamente, além de ser insuficiente para transportar os alunos e professores.

De acordo com a responsável, é necessário um acompanhamento contínuo das famílias para evitar o agravamento do problema.

Outro factor apontado é o desinteresse dos alunos, motivado pelas dificuldades de inclusão no mercado de emprego, após a conclusão do ciclo de formação, bem como a falta de incentivo dos pais.

A ausência de uma aposta na absorção dos técnicos agrários, aliado ao facto de o Estado, actualmente, prestar mais atenção aos sectores da educação e saúde, faz com que quadros formados nestas áreas tenham menos oportunidades de emprego.

Esclareceu que a instituição tem disponível para este ano lectivo mais de mil vagas.

A responsável mostrou-se igualmente preocupada com a prática da criminalidade no recinto escolar, caracterizada por assaltos aos dormitórios dos alunos e residências dos professores, praticados por alguns estudantes, consumo de drogas e bebidas alcoólicas.

Para combater a situação, neste ano lectivo, a instituição reforçou a vigilância na selecção de novos alunos, sobretudo os que pretendem estudar em regime de interno, para evitar que sejam admitidos estudantes com propensão a prática de crimes.

A escola vai ainda contar com a assistência de um psicólogo para ajudar na recuperação de alunos com transtornos de conduta e outros problemas comportamentais

A instituição, que ministra actualmente os cursos médios de produção vegetal e animal e recursos florestais, perspectiva nesse ano lectivo a reabertura do curso básico de mecanização agrícola.

Com uma capacidade para mil e 500 alunos, no ano lectivo de 2017, o IMA do Cuanza Norte matriculou 520 estudantes e as aulas foram assegurada por 46 professores, seis dos quais de nacionalidade cubana.

O instituto possui 17 salas de aulas, cinco laboratórios, sala de informática, oficinas de mecanização agrícola, biblioteca, enfermaria, área administrativa, quadras desportivas, um internato, com capacidade para acolher mais de 250 alunos, anfiteatro com 160 lugares e área residencial, com 27 casas para os gestores e professores do IMA.

Uma cozinha industrial e uma central de tratamento de água, inoperantes devido ao estado de degradação dos seus equipamentos, completam o estabelecimento vocacionado à formação de técnicos agrários.

Possui ainda um campo de produção para as práticas agrícolas, com uma extensão de 104 hectares, inexplorados desde a sua inauguração, em 2008, por falta de meios de mecanização e de irrigação para a prática da agricultura.

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