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01 Setembro de 2018 | 10h28 - Actualizado em 01 Setembro de 2018 | 10h28

Benguela: Decana defende reestruturação curricular dos cursos do Isced

Benguela - A decana do Instituto Superior de Ciências de Educação (Isced) de Benguela, Maria Mendes, defendeu, sexta-feira, nesta cidade, a necessidade de se repensar na reestruturação curricular dos cursos desta instituição, para que a formação docente possa atender as necessidades educativas e incorporar práticas já definidas e referenciadas.

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Vista frontal do Instituto de Ciências de Educação de Benguela - ISCED

Foto: Tarcisio Vilela

Em declarações à Angop, em jeito de balanço das IX jornadas Científicas promovida pelo Isced de Benguela, que decorreram de 30 a 31 de Agosto último, disse que esta atitude vai permitir potenciar os formandos e melhorar a qualidade de intervenção institucional.

Maria Mendes apontou como exemplo, a abordagem do papel da Universidade no contexto das Organizações Autárquicas e  dos desafios colocados à instituição, que deverá se engajar de forma participativa neste processo e preparar os estudantes para configuração de conhecimentos bem estruturados sobre processos autárquicos, sendo uma questão actual no contexto angolano.

Explicou que a jornada fez reflexões profundas acerca da intervenção institucional com incidência para as práticas, enquanto agentes da educação, e abordaram as metodologias de ensino utilizadas, procedimento de avaliação nas suas dimensões institucionais e o desempenho no formato mais micro que acontece no contexto das salas de aulas.

“Temos consciência que existem alguns problemas quanto ao processo de formação que decorrem da implementação das orientações das políticas educativas”, disse, afirmando que tais reflexões revelam a necessidade da reestruturação curricular dos cursos e do melhoramento da qualidade do ensino.

Não obstante os planos bem elaborados e currículos estruturados,  referiu que muitas vezes não se aplicam de forma adequados, com rigor metodológico, técnico e didáctico, resultando, deste modo, na formação pouco consentânea que a própria sociedade apresenta.

Relativamente à qualidade do ensino no Isced, esclareceu a inexistência de estudos para aferir dados precisos, ainda que empíricos, pois, na definição de qualidade no ensino são precisas referências e padrões de comparação para se determinar o ponto de situação.

Questionada sobre perspectivas de expansão universitária para os municípios, disse não existir qualquer orientação nesse sentido, uma vez que a criação de algumas filiais da instituição do ensino superior noutras zonas territoriais é incumbência e competência do ministério de tutela.

A responsável apontou também o estado de degradação das infra-estruturas do Isced, quer da instituição/sede como das salas anexas, que requerem intervenção imediata, tendo em vista a aproximação da época chuvosa e as dificuldades de acesso no complexo da Cambamda, como preocupação da direcção.

Na mesma senda, indicou a carência de técnicos administrativos e a estagnação das carreiras, como aspectos que concorrem para desmotivação dos quadros.

Para ela, a actuação do Isced alinha-se com os pressupostos estabelecidos pelo órgão reitor, fundamentalmente nas tarefas inerentes a formação e pesquisa, dispondo para o efeito de mais de cinco mil estudantes que frequentam desde o primeiro ao 4º ano, os cursos de Psicologia, Matemática, Pedagogia, Historia, Geografia, língua Portuguesa, Francesa e Inglesa, cujas aulas são asseguradas por 200 docentes, entre colaboradores e efectivos, número considerado insuficiente.

 A cerimónia de encerramento das 9ª Jornadas Científicas  contou com a presença do secretário de Estado Para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva e  o Reitor em exercício da Universidade Katiavala Buila, Ezequiel Kitembo.

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