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04 Setembro de 2018 | 23h01 - Actualizado em 04 Setembro de 2018 | 21h21

Especialista defende aumento de salas de aulas para crianças com necessidades especiais

Catumbela - A instalação de salas de aulas do ensino primário em todos os municípios do país para albergar as crianças com necessidades especiais de aprendizagem deve ser uma prioridade do Governo angolano, de modo a garantir a igualdade dos cidadãos no acesso à educação.

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Material Braillee para ensino especial

Foto: Rosário dos Santos

Essa posição foi defendida hoje, terça-feira, pelo psicólogo Inácio Tchitetemi, quando dissertava sobre “As dificuldades no processo de ensino e aprendizagem – diagnóstico e intervenção nas escolas do ensino primário”, no âmbito das primeiras jornadas técnico-científicas do Magistério Primário 05 de Outubro, localizado na vila da Catumbela, que terminam a 07 do corrente.

Segundo o especialista, as Nações Unidas recomendam a inclusão de todas as crianças com dificuldades de aprendizagem no sistema de ensino regular, mormente as portadoras de deficiência, quer visual, auditiva, dentre outras.

O especialista adiantou que a ONU advoga direitos iguais para todas as crianças e o número reduzido de escolas especiais poderia condicionar o acesso de um grande número destas crianças à educação.

“ A educação especial é um serviço que deve ser prestado em qualquer escola do país, sem qualquer discriminação ou limitação às crianças”, considerou.

Deste modo, acrescentou, as escolas devem se potencializar para atender estes serviços aí onde são necessários, de contrário ter-se-á centenas de crianças que vivem nos municípios e sanzalas (bairros) mais longínquos sem acesso aos serviços de ensino e aprendizagem.

Para si, o material Braillee é um equipamento caro, mas pode ser instalado numa escola regular, ainda que seja numa única escola local, a fim de atender os menores com necessidades especiais numa determinada circunscrição.

Indicou que grande parte das dificuldades têm a ver com a leitura, escrita e cálculos matemáticos, o que não deve levar à separação das crianças, pelo contrário, deve incrementar-se a sua inserção em salas de aulas normas.

Inácio Tcitetemi disse que para se falar das dificuldades de aprendizagem é preciso antes conhecer o tipo e só depois passar por um teste de memória para se procurar soluções em função da realidade conhecida.

 “O Ministério da Educação, por via da declaração da ONU, deve defender exclusão zero às crianças especiais, porque em primeiro lugar somos todos seres humanos”, referiu, defendendo também uma maior potencialização do corpo docente.

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