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05 Setembro de 2018 | 19h25 - Actualizado em 05 Setembro de 2018 | 19h25

Mais de quatro milhões de angolanos continuam sem saber ler escrever

Luanda - A ministra da Educação, Maria Cândida Teixeira, disse hoje, quarta-feira, em Luanda, que mais de quatro milhões de angolanos, com idades compreendidas entre os 15 e os 35 anos de idade, continuam sem saber ler nem escrever.

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Maria Cândida Teixeira - ministra da educação

Foto: ANTONIO ESCRIVAO

A governante fez esta afirmação, após assinatura de um protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação (MED) e a Igreja Metodista Unida Angola (IMUA), que visa a criação de turmas de alfabetização nos seus templos da Conferência do Oeste de Angola, que abarca 12 províncias do país.

 Maria Cândida Teixeira reconheceu que muitos dos problemas vividos na sociedade angolana como a violência doméstica, gravidez precoce, criminalidade, prostituição, entre outros males estão ligados à falta ou pouca instrução e educação das pessoas.

Por esse motivo, ressaltou, o sector da Educação pretende implementar a agenda 2030, que visa transformar a vida da população por meio da educação, como principal impulsionadora para o desenvolvimento do país e bem-estar dos cidadãos.

Referiu que o sector da Educação está comprometido em estender e melhorar a rede de ensino pelo país, para que todo cidadão possa ter acesso a formação académica.

Por seu turno, o assistente do bispo da Igreja Metodista Unida, reverendo Manuel André, afirmou que o protocolo tem o objectivo de redimensionar o combate sem tréguas ao analfabetismo.

Salientou que a Igreja Metodista Unida tem, doravante, o compromisso de transformar os templos em centros de escolaridade, para ajudar os cidadãos que necessitam de aprender a ler e a escrever. 

Já o especialista de programas da UNESCO em Angola, Nicolau Bubuzi, fez saber que no mundo existem mais de 360 milhões de crianças e adolescentes que não estão inseridos no sistema de ensino.

Segundo o especialista, seis em cada 10 crianças e adolescentes, ou seja 617 milhões de pessoas, não adquirem as competências mínimas em literacia.

Acrescentou que 750 milhões de jovens e adultos ainda não sabem ler nem escrever, dos quais dois terços são mulheres, factores que estão na base da exclusão social, da desigualdade social e do género.

O memorando, assinado pelo director nacional do Ensino de Adulto, Evaristo Pedro, e o reverendo Manuel, prevê que a IMUA disponibilize as turmas e os professores, já o MED vai responsabilizar-se da formação dos alfabetizadores voluntários e garantir o fornecimento do material didáctico e a certificação dos formandos.

Assuntos Alfabetização  

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