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11 Setembro de 2018 | 11h45 - Actualizado em 11 Setembro de 2018 | 11h44

Académico aconselha gestores escolares a reduzirem número de alunos por turma

Benguela - O professor universitário Figueiredo Canjangue instou hoje, terça-feira, os gestores escolares a reduzirem o número de estudantes por cada turma, de modo a que os docentes possam dispensar o tempo necessário a cada aluno e se melhorar a qualidade do ensino.

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Sala de aulas no município do Lobito

Foto: Tarcisio Vilela

Segundo Figueiredo Canjangue, que falava à Angop, por telefone, sobre o processo de ensino e aprendizagem no país, embora exista uma circular do Ministério da Educação que estabelece um limite de 45 discentes por cada turma, a verdade é que muitos gestores extrapolam, existindo turmas com mais de 60 ou 70 alunos.

“As políticas públicas existem, as orientações existem, mas quem extrapola são mesmo os gestores, que não as cumprem”, advogou.

Na sua óptica, o razoável, em função da realidade socioeconómica do país, é ter um limite de 25/35 estudantes em cada sala de aulas, mas a meta será reduzir gradualmente esse número para 25, segundo recomendações das Nações Unidas.

O especialista em educação admitiu que os 45 alunos por cada turma estabelecidos pelo sector da educação vão em contramão a orientação da ONU, mas disse que a decisão reflecte as condições actuais do país e salvaguarda o acesso à educação aos cidadãos.

Figueiredo Canjangue considerou que o ensino obedece a um processo, acreditando que, na medida em que for ampliada a rede escolar e a inserção de mais professores no sistema, será reduzido o número de alunos por cada sala de aulas, podendo mesmo chegar aos 25.

O docente disse ser quase impossível a um professor fazer um acompanhamento individual e uma avaliação contínua numa turma com 60 ou 70 estudantes.

Além da redução do número de estudantes, o especialista é de opinião que a melhoria da qualidade do ensino no país depende também do cumprimento das políticas públicas. “Não se deve admitir que escolas de formação de professores tenham 60 estudantes por cada turma, pois, não haverá educação de qualidade se não tivermos professores de qualidade”, disse.

O professor frisou que quando se fala em qualidade da educação, fala-se da qualidade de vida das pessoas.

“Não existe nenhum país desenvolvido que não tenha uma educação de qualidade e o professor é factor chave para garantir essa qualidade na educação”, concluiu.

Figueiredo Canjangue tem licenciatura, mestrado e doutoramento em educação e a sua linha de investigação é a Avaliação e qualidade na Educação. Tem artigos científicos publicados em revistas especializadas em educação no exterior do país e é autor da obra “Avaliação das aprendizagens, um factor de qualidade na educação”.

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