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10 Setembro de 2018 | 23h34 - Actualizado em 10 Setembro de 2018 | 23h34

Município da Ganda regista diminuição de alfabetizandos

Ganda - Quatro mil e 690 cidadãos foram alfabetizados no primeiro semestre deste ano, no município da Ganda (Benguela), no quadro do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar em curso no país, menos mil e 284 em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Aula de alfabetização (Arquivo)

Foto: Pedro Parente

O processo de aprendizagem, que decorreu de Fevereiro a Junho último, alfabetizou mil e 939 cidadãos nos módulos "Sim eu posso" e dois mil 751 no método "Gostar de ler". 

Em declarações, hoje, segunda-feira, à Angop, o coordenador do referido programa na Ganda, Severino Daniel, disse que o número de alfabetizandos reduziu devido a desistência dos alfabetizadores, por falta de pagamento dos seus subsídios mensais.

O responsável deu a conhecer que a maior redução de alfabetizandos registou-se no módulo "Sim eu posso", cuja cifra foi de três mil e 223 cidadãos no primeiro semestre do ano passado, contra os actuais mil e 939.

Segundo Severino Daniel, os alfabetizadores não recebem os seus subsídios, de 10 mil kwanzas/mês, há três anos.

O responsável apontou a actual conjuntura económica e financeira vigente no país, como estando na base desses atrasos, mas garantiu haver perspectivas de solução a curto prazo, uma vez que foi já feita a actualização dos processos individuais para se colmatar a situação.

O coordenador acrescentou que, no processo de alfabetização, estão envolvidos 45 alfabetizadores, contra os 50 do ano passado, sendo 20 no ensino da metodologia "Sim Eu Posso" e 25 para módulo "Gostar de Ler”.

Severino Daniel informou, por outro lado, que o índice de analfabetismo é mais alto nas zonas rurais, com maior incidência para a comuna da Chikuma, uma das quatro existentes na Ganda. 

Apelou maior rigor e engajamento dos actores sociais em prol do processo de erradicação do analfabetismo na circunscrição.

Na Ganda, estão actualmente em funcionamento 30 salas de aulas de alfabetização, distribuídas em catequeses e comités de acção de algumas formações políticas sedeadas nos bairros, aldeias e quimbos, registando-se nalguns casos dois alfabetizadores em cada turma.

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