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22 Maio de 2019 | 17h48 - Actualizado em 22 Maio de 2019 | 17h48

UNICEF quer maior investimento na primeira infância

Luanda - O representante do UNICEF em Angola, Abubacar Sultan, apelou, nesta quarta-feira, em Luanda, aos líderes governamentais a priorizar e disponibilizar recursos adequados para a educação pré-escolar de forma a garantir as crianças a oportunidade de sucesso numa economia globalizada.

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Alunos de uma escola no bairro 4 de Março, município de Moçamedes

Foto: Anabela do Céu Fritz

O responsável, que falava à imprensa à margem do I fórum sobre educação da primeira infância,  referiu que o desenvolvimento integral da primeira infância é crucial, por ser um factor chave de sucesso no seu futuro e no processo de afirmação do país.

De acordo com responsável, para os programas da UNICEF, o pré-escolar no país ainda está numa fase embrionária, apesar do longo percurso percorrido.

“É necessário que se faça o investimento necessário a nível da formação, do equipamento necessário para que as actividades se desenvolvam mais, sobretudo encontrar os mecanismos contra a exclusão de crianças nas zonas mais recônditas do país.  

Para Abubacar Sultan, o ensino pré-escolar precisa de ter um conjunto de mecanismos que apoia o desenvolvimento à primeira infância, que começa após a nascença, tendo em atenção que os três primeiros anos de vida são fundamentais.

 “É necessário investimento a nível da nutrição, imunização, do estímulo e protecção, culminando com um ano de pré-escolaridade, para que a criança possa entrar de forma tranquila no ensino primário”, reforçou.

 Avançou que UNICEF indica que no mundo cerca de metade das crianças em idade pré-escolar, ou seja, mais de 175 milhões de crianças, não estão matriculadas neste subsistema de ensino, perdendo, desta forma, uma oportunidade de investimento essencial e sofrendo as consequências das desigualdades desde o inicio da vida.

Por isso, o UNICEF apela aos governos a garantir o acesso universal a pelo menos um ano de educação pré-primária de qualidade e a transforme numa parte habitual da educação de todas crianças, em especial as mais vulneráveis.

Para transformar esse desiderato em realidade, disse, recomenda-se pelo menos 10 por cento dos orçamentos nacionais de educação para ampliar a educação na primeira infância, investindo nos professores e sua formação, em melhores padrões de qualidade e uma expansão equitativa.

Considera ser imperioso incrementar o investimento, especialmente nas crianças de famílias mais vulneráveis, para fragmentar ciclos inter-geracionais de desvantagens e desigualdades, reduzir o fosso entre os ricos e pobres e, potenciar o fortalecimento do capital humano.

Assuntos Angola  

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