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15 Junho de 2019 | 10h31 - Actualizado em 15 Junho de 2019 | 10h31

Fissuras no Magistério Lúcio Lara põem em risco integridade dos estudantes

Benguela - A integridade física dos estudantes do Magistério Primário Lúcio Lara, localizado a oito quilómetros da cidade de Benguela, está em risco, devido às múltiplas fissuras que a infra-estrutura apresenta, informou nessa sexta-feira, o director pedagógico da instituição, Virgílio Calei.

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Segundo a fonte, que falava à Angop, a infra-estrutura onde funciona o referido magistério é uma obra ainda inacabada, destinada ao funcionamento do Instituto Médio de Educação Física de Benguela, mas, apesar disso, a mesma já apresenta um estado de degradação acentuado, o que coloca em risco a vida de todos quanto frequentam a instituição.

Virgílio Calei disse que, desde Agosto de 2017 (há três anos lectivos), foram transferidos provisoriamente para essas instalações, cujas obras ainda não terminaram, e até hoje ali permanecem.

“A obra não terminou, muito menos os laboratórios estão equipados, assistindo-se com o passar do tempo a degradação cada vez mais acentuada da instituição”, enfatizou.

A infra-estrutura que deverá albergar definitivamente o Magistério Lúcio Lara, cujo grau de execução da obra ronda 70 porcento, entretanto paralisadas igualmente desde 2017, fica a menos de 100 metros das instalações do Instituto Médio de Educação Física.

“Se as obras do magistério fossem concluídas e estivesse já equipado, certamente já nos teríamos mudado”, ressaltou.

Com 12 salas de aulas (24 turmas em dois turnos), o Magistério Lúcio Lara (provisório) conta com oito laboratórios, todos inoperantes, sendo o actual mobiliário o mesmo (já envelhecido) removido das antigas instalações, no interior da cidade de Benguela, que alberga actualmente alunos do ensino especial.

Sendo de subordinação central, segundo referiu o director pedagógico, fica difícil perceber que uma instituição dedicada à formação do professorado não disponha, ao menos, de uma quadra para exercício físico (o espaço existente foi adjudicado à direcção local da Juventude e Desportos, apesar de construído no recinto escolar) e, tão pouco, uma vedação para ajudar a assegurar a disciplina interna dos discentes.

Para si, as obras adjacentes (escola definitiva do Magistério), apesar de executadas a 70 por cento, possuem melhores condições de comodidade, até porque, durante o período inicial de construção, o então governador exigiu um estudo pormenorizado dos solos, o que obrigou a instalação de “estacas” antes da construção das bases ou fundações.

“Tudo depende das autoridades, mas nestas condições o perigo é eminente, porque não se sabe quando poderá desabar uma parte da infra-estrutura”, frisou, desolado, ante a realidade vivente, lembrando que na última terça-feira, uma equipa inspectiva dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB) esteve no local para aferir a situação.

Apesar desta realidade e incertezas, Virgílio Calei informou que neste ano lectivo a instituição espera colocar no mercado de emprego pelo menos 300 técnicos médios formados nas mais diversas especialidades da educação e ensino.

Por outro lado, lamentou o facto de a instituição não contar com autocarros para o transporte dos professores, estudantes e pessoal administrativo, pelo que cada um “desenrasca” diariamente para chegar até ao estabelecimento de ensino, que está a oito quilómetros da cidade, na estrada que liga ao município da Baía Farta.

Entretanto, o especialista em construção civil informou que a questão que se coloca nesta obra é de carácter infra-estrutural e, por esta razão, questionou se os engenheiros que trabalharam neste projecto são capazes e dotados de conhecimentos para obras desta dimensão.

Questionou igualmente o tipo e qualidade do material de construção utilizado na obra (que deixa muito a desejar), além de revelar incertezas se terá havido estudos sobre as condições mecânicas dos solos desta zona.

Carla Antunes, igualmente engenheira de construção civil, indicou que os solos de Benguela são muito fracos e, por isso, qualquer construção, antes de se erguer, deve ser antecedida de um estudo minucioso, a fim de aferir as cargas que os solos devem suportar, evitando-se os maus dimensionamentos, como aquilo que está a ocorrer no caso vertente.

Já o engenheiro civil Santos Marques defendeu que, nestes casos, as empresas fiscalizadoras devem ser mais responsáveis, acompanhando e exigindo tanto aquilo que consta do projecto como o que consta do caderno de encargos, também denominado “Caderno contratual”, de modo que tudo saia a contento.

“Para si, o solo não constitui um grande problema, porque existem várias técnicas até mesmo para trabalhar-se em obras marítimas, porém, para cada situação deve aplicar-se uma dada técnica para resolver o problema”.

Entre as técnicas, enumerou as que são usadas em solos expansivos, como a remoção de terras de um determinado local para outro.

Entretanto, o Governo Provincial de Benguela criou já uma comissão para aferir as reais condições do magistério e tomar as medidas que se impõem.

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