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26 Junho de 2019 | 19h36 - Actualizado em 26 Junho de 2019 | 19h36

Mais de 100 jovens ganham bolsas de estudo

Luanda - Cento e quatro jovens beneficiam de bolsas de estudo nas áreas de engenharia, em universidades francesas, com início marcado para o próximo ano lectivo francês, previsto para Setembro de 2019.

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Ana Dias Lourenço, primeira Dama de Angola

Foto: António Escrivão

As bolsas representam a materialização da celebração do acordo assinado pelo Presidente da República, João Lourenço, aquando da sua visita a Paris em Maio de 2018.

Cada um dos bolseiros, com todas as despesas pagas pelo Governo francês, gasta 15 mil euros ano.

O grupo de bolseiros, com viagem marcada para o mês de Julho,  é constituído por 54 da empresa petrolífera Total  E&P e 50 do Ministério dos Recursos  Minerais e Petróleos, sendo 31 do sexo feminino.

Os estudantes, que serão distribuídos por  30 cidades, têm a formação garantida nas áreas de engenharia biológica, eléctrica, informática, térmica e energia, mecânica, produtiva, indústria, agro-alimentar.

Os jovens bolseiros estudavam no Instituto Nacional de Petróleos do Sumbe, Instituto Industrial de Luanda e  nos Liceus Eiffel de Malanje, Ondjiva, Ndalatando,  Caxito e do Colégio Elizangela Filomena.

Durante a cerimónia de outorga de bolsas, a Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, madrinha dos bolseiros, considerou o investimento como garante do processo de desenvolvimento e uma mais-valia para o país.

Ana Dias Lourenço afirmou que nos próximos cinco a seis anos os beneficiários darão continuidade aos planos de desenvolvimento sustentável do país, aconselhando, por esta razão, os beneficiários a  buscarem pela excelência, pois só assim o país poderá crescer e se tornar referência.

Por sua vez, o embaixador francês em Angola, Sylvain Itté, disse que o objectivo é apoiar a formação de jovens,  contribuindo para a evolução do país.

“Neste momento 700 estudantes angolanos estudam em universidades francesas, 100 dos quais bolseiros. Com este grupo o número de bolseiros neste país europeu aumenta para 204”,  fez saber.

O diplomata aproveitou a  oportunidade para  apelar a sensibilidade de mais empresas francesas a participarem em apoios do género, de forma a alargar o leque de parceiros.

Por seu turno, o secretário de Estado dos Petróleos, José Barroso, explicou que, depois da divulgação da abertura do concurso nas redes sociais, o processo de selecção começou com 600 candidatos. Na primeira fase foram apurados 300, sendo que 100 jovens, entre os 18 e 25 anos de idade, passaram no apuramento da embaixada de  França. Os jovens foram submetidos  a testes orais e escritos de matemática e física, por dois professores franceses.

O compromisso da Total com a educação e formação reporta aos anos 80 e ao longo destes anos financiou cerca de 360 bolseiros no exterior do país.

A empresa tem ainda acordos celebrados com a Universidade Agostinho Neto, com o Instituto Superior Politécnico de Tecnologia e Ciência e com o Instituto Nacional de Petróleos do Sumbe, que se traduzem no apoio técnico, na formação de professores e de estudantes, dos quais são provenientes muitos dos quadros que hoje trabalham na Total.

Em parceria com o Ministério da Educação, com a Missão Laica Francesa e a Embaixada de França em Angola construiu e financiou 4 escolas do segundo ciclo de ensino, os Liceus Eiffel, que estão localizados nas cidades de Caxito, Malanje, Ndalatando, Ondjiva

O acto contou ainda com a presença do director-Geral da Total, Olivier Juny, do  secretário de Estado para o Ensino Pré-escolar e Geral, Pacheco Francisco, e do secretário de Estado para Tecnologia e Inovação, Domingos Neto.

Assuntos Angola  

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