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12 Fevereiro de 2020 | 15h27 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2020 | 08h53

Ministra avalia estado das escolas de Luanda

Luanda - A ministra da Educação, Ana Paula Elias, avaliou, nesta quarta-feira, o estado de três escolas de Luanda, no âmbito de uma visita de constatação que se estendera em todo o país, para aferir as condições estruturais, de trabalho e sociais do sector.

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Directora-geral do IMIL,Fiolmen Carlos, fala à imprensa

Foto: Rosario dos Santos

Trata-se da escola do II ciclo Ngola Mbandi, do Complexo Escolar do Ensino Especial e do Instituto Médio Industrial de Luanda (IMIL).

Na escola do I ciclo Ngola Mbandi, por sinal a com maiores dificuldades,  a ministra recebeu esclarecimentos dos seus responsáveis que lamentaram, principalmente, as péssimas condições das infra-estruturas, falta de carteiras e insuficiência na segurança.

Das 32 salas de aula, apenas 20 estão em funcionamento, com turmas de 30 alunos.

Com uma capacidade para mais de três mil alunos, a instituição congrega, no ano lectivo 2020, mil 460 alunos.

A escola, que existe desde 1960 e funciona nos três turnos, conta com nove seguranças e 3 auxiliares de limpeza.

No Complexo Escolar do Ensino Especial, embora também se registem dificuldades como falta de carteiras e de professores, a preocupação mais candente apresentada à ministra é a avaria do aparelho de medição da capacidade auditiva (Soavag).

O subdirector administrativo da escola, Vasco Neto, revelou que a instituição precisaria de mais 30 professores e de laboratórios para as disciplinas específicas.

Com 1.605 alunos e 109 professores, a instituição tem 37 salas de aula, atende a alunos com dificuldades auditivas (surdos e mudos), com atraso na aprendizagem, múltiplas deficiências, autistas e síndrome de down, bem como estudantes normais.

Para mitigar algumas dificuldades, Ana Paula Elias procedeu à oferta de material lúdico para o apoio ao atendimento educativo especializado.

O complexo existe desde 1994.

Já o IMIL, com cinco áreas de formação, debate-se com excesso de alunos nas salas de aula, em número de 45, desactualização dos laboratórios, pese embora os 29 existentes funcionarem, falta de consumíveis para as oficinas, inexistência de equipamentos de recursos audiovisuais  e de laboratório de especialidade na área de química, bem  como computadores obsoletos.

A directora da instituição, ccc Carlos, fez saber também que o IMIL tem problemas de esgotamento das infra-estruturas, principalmente as salas dos pavilhões, por serem de material pré-frabricado e não possuírem condições para a reabilitação.

Outra dificuldade tem que ver com a reduzida oportunidade de estágios para os alunos finalistas da 13.ª classe. Dos 838 finalistas de 2019, apenas 20 já estão a estagiar, apesar do convénio com algumas empresas.

A responsável acresceu as dificuldades a falta de seguro escolar para os alunos e o subsídio de chefia para os coordenadores de cursos e da direcção escolar.

“O trabalho com amor de muitos dos colaboradores é um dos grandes motivos do bom funcionamento da instituição”, frisou.

Com 21 cursos, 29 laboratórios, 11 oficinas, 48 salas e uma biblioteca, conta com cinco mil 257 estudantes.

Assuntos Angola  

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